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domingo, 22 de novembro de 2009

Álbum de família: subindo no cangote do pai

Esta foto foi tirada na praia de Boa Viagem, Recife, em 1974 ou 75, provavelmente por minha mãe Sara, que vivia clicando. Papai repetia uma das suas diversões favoritas na praia: colocar a gente pra se equilibrar em cima do cangote dele. O espetáculo era manter o equilíbrio enquanto ele ia se abaixando até deitar na areia, e continuar enquanto ele refazia o movimento e ficava em pé outra vez. Meu irmão André segura as mãos dele, apoiado pela mana Lubélia. Eu sou este do canto direito.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Yangshuo

Do Marques, direto da China:


Olha a fotinha tirada domingo de manhã do barco em que viajamos um pedaço do caminho.
Estamos em Yangshuo. O lugar é lindo, mas tem cheiro de galinha fervida. 
A China cheira a galinha fervida e pimenta.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Aviso de pauta: China

Aviso de pauta de Marques Casara:

Dia 13 tô indo para a China. Minha mulher, a fotógrafa Tatiana Cardeal, vai receber um prêmio de fotografia em Guangzhou, a uns 600 Km de Pequim. Depois, seguimos em direção ao Sul até a fronteira com o Laos, fazendo reportagens sobre comunidades tradicionais.

Aceitamos pedidos de matéria de texto, foto e vídeo.

p.s. vou levar minha camisa do Inter pra ir comemorando ao longo do caminho. Os chineses adoram vermelho e detestam azul.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Rio Capibaribe


Rio Capibaribe, originally uploaded by dveras.

Aos 3 ou 4 anos em Recife.

- Me tirem daqui, eu não quero tirar foto na ponte!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

The fool on the pier



Esta bela foto (clique pra ampliar) foi feita pelo meu amigo Henio Bezerra na Fazenda Graúna, em Monte Alegre, a meia hora de Natal. Pedi e Henio me contou, passo a passo, como chegou ao resultado. A explicação é uma aula de fotografia e ciências.

Inauguro aqui a série Humanos, sobre pessoas admiráveis - do meu ponto de vista como ditador benevolente deste blog, claro. Assim, de vez em quando dou um refresco a vocês, que podem descansar das minhas divagações umbigais. :)
~

Henio: - O que você acha que está vendo?

Eu: - O universo em movimento.

Henio: - Perfeito.

Para tirar uma foto destas a primeira condição sine qua non é utilizar um tripé, pois o obturador ficará aberto por algumas horas, e a câmera tem que ficar estática, absolutamente imóvel. Na realidade eu fiz uma adaptação para a fotografia digital dessa técnica para filme, que não é nova.

Certa vez eu vi em uma revista de fotografia uma foto semelhante: o céu à noite riscado e o chão iluminado. foram duas exposições do mesmo quadro em horas diferentes: na primeira exposição, durante o dia, o fotógrafo cobriu, olhando através do visor, a lente na parte do quadro que aparecia o céu com um cartão preto, de tal forma que aquela parte da película (o céu) não foi exposta à luz. Após o anoitecer, veio a segunda parte quando ele, sem deixar a película avançar para o próximo quadro, efetuou a segunda exposição sobre o mesmo pedaço de filme. Essa segunda exposição durou horas para poder registrar o movimento das estrelas no céu. E assim você tem a foto. Basicamente é esse o conceito.

No meu caso eu fiz uma adaptação dessa técnica, pois a fotografia digital não permite, diretamente na câmera, registrar uma foto sobre a outra:

(1) Primeiramente posicionei a câmera com tripé e utilizei uma bússola para verificar a direção exata do sul e posicionei essa direção em um dos terços do quadro, ficando o outro terço para o píer. O centro de todos os círculos do movimento das estrelas está na mesma direção do eixo sobre o qual a terra gira. Portanto, você pode escolher tanto a direção norte quanto a sul. Quanto mais próximo do equador você estiver, mais baixo esse círculo vai estar. Essa direção tem uma margem de erro de alguns graus (pode chegar até dezenas de graus, dependendo do local) pois nem sempre o norte magnético é igual ao norte geográfico, mas essa variação é desprezível para o nosso propósito. Tirei a primeira foto ao entardecer, quando a luz está mais suave, registrando o quadro completo, inclusive o céu;

(2) esperei anoitecer e iniciei uma seqüencia de fotos, cada uma com uma duração de 3,5 minutos que foi das 18h20 até às 0h20 - hora em que chegaram algumas nuvens e o céu ficou opaco, então decidi interromper. Além disso, a lua começou a nascer e isso acaba com tudo pois esse tipo de foto requer um céu sem lua para dar um bom contraste entre o céu e as estrelas. Com a fotografia digital, não dá para você efetuar uma exposição única de 6 horas, por duas razões: (a) o digital tem uma sensibilidade à luz muito maior que o filme, quando se trata de exposições longas, e um tempo muito longo vai “inundar” sua câmera com muita luz e depois de algum tempo sua foto vai ficar completamente branca; (b) quanto mais tempo você fica, mais “ruído” (noise) é introduzido na imagem. O ruído é toda informação que não faz parte do conteúdo principal e é criada pela imperfeição do circuito elétrico de um sistema. No caso da fotografia isso ocorre pelo aquecimento do sensor em longas exposições ou pelo uso de alto ISO. A seqüência de fotos foi efetuada com a ajuda de um disparador remoto, onde você pode definir quantas fotos quer tirar, e a duração de cada uma;

(3) Então, ao final da exposição, você fica com centenas de fotos de momentos diferentes do céu e com a parte do chão totalmente escura, pois não há luz alguma por perto exceto as luzes dos carros que passaram pela estrada. Então, utilizando o Photoshop, você superpõe todas essas imagens noturnas com uma opção chamada “lighten” onde ele vai pegar a parte mais iluminada de cada quadro e fundir aos outros quadros, permitindo a visualização contígua do movimento das estrelas no céu, resultando em uma única imagem, mas ainda sem a parte de baixo;

(4) por fim, com a primeira foto que tirada durante o dia e, ainda utilizando o Photoshop “cobri” o céu com preto, escurecendo digitalmente essa parte da fotografia; e

(5) finalmente fundi novamente as duas utilizando novamente a opção “lighten” do photoshop.

O resultado é esse que você viu. Quando explico isso algumas pessoas elas dizem: “Ah! Então é uma montagem o que você fez!”. Pessoalmente, eu não gosto de chamar de montagem. Montagem para mim é quando você forja uma imagem inexistente. Com fotografia digital o conceito de montagem pode parecer tênue. Há coisas que são aceitas e outras não.

Olhando assim para a foto eu me lembro de Galileu Galilei que não precisou dessa tecnologia para perceber que não é o universo que gira em torno da terra.

Um abração

domingo, 2 de agosto de 2009

Rua Major Codeceira


Rua Major Codeceira, originally uploaded by dveras.

Aos dois anos na nossa casa no bairro da Boa Vista, em Recife. Minhas primeiras lembranças são dessa época. Tem uma história engraçada envolvendo essa casa e o nome da rua. Na real, não lembro de ter acontecido, mas foi tão contada e recontada - sempre com muitas risadas - que passou a fazer parte da crônica familiar. Uma vez um ladrão entrou lá e tentou roubar um botijão de gás (!). Minha mãe o encontrou quando ele ia saindo com o trambolho nas costas. Ele disse algo como "o doutor mandou buscar", aí ela chamou: "Filho, vem cá". O homem esperava um garotinho, mas surgiu meu pai, na época com um físico bem atlético. Ele foi-se esquivando, papai o segurou pela camisa e ele deu um pulo pra trás, rasgando-a. Aí papai o segurou pelo cós das calças. Outro pulo pra trás, calças rasgadas, o ladrão ficou pelado. E deu um salto enorme de gato sobre o muro alto - esse que aparece na foto -, caindo na casa vizinha.

Nesse meio tempo alguém já tinha ligado pra polícia e deu o endereço da rua: "Major Codeceira, venham logo!". Os policiais entenderam que a casa de um major estava sendo roubada, e cercaram o quarteirão. Enquanto isso o ladrão, nuzinho, ia pulando cercas e muros de quintais arborizados com aquelas mangueiras e jaqueiras frondosas que enfeitam o Recife. Num varal, pegou um saiote e vestiu. Mas terminou sendo preso daquele jeito e virou motivo de chacota pra rua inteira. No fim das contas, meu pai disse que não queria prestar queixa e liberaram o elemento. O homem acabou esquecendo um par de chinelas havaianas no nosso quintal. Quando comparo essa historinha ingênua com as barbaridades que a gente vê na crônica policial de hoje, quanta diferença...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Humanity Photo Awards

A amiga Tatiana Cardeal é uma das ganhadoras do prêmio Humanity Photo Awards, concedido pela CFPA (China Folklore Photographic Association), com a chancela da Unesco, aos fotógrafos que se destacam pelo registro e proteção da herança cultural e folclórica do planeta. O maravilhoso trabalho da Tati com indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas etc. dispensa maiores apresentações, já fiz outras referências aqui no blog. A premiação vai ser no começo de setembro em Guangzhou, no sul da China. Será que vão deixar ela falar ao microfone?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Banho


Banho, originally uploaded by dveras.

Esta foto foi tirada em 1970 nos arredores de Manaus, que na época tinha uns 100 mil habitantes (hoje tem 1,7 milhão). Um passeio frequente que fazíamos era ir aos "banhos", lugares onde passam igarapés, pra assar peixe e curtir o mato. Boa parte desses riachos cor de mel se transformaram em esgotos fétidos no entorno da metrópole inchada. Mas no momento em que esse instantâneo foi tirado, tudo isso era só o futuro imprevisível.

Tenho quatro anos e estou sentado ao lado de minha mãe Sara. Meu mano André, com dois anos, está no colo da nossa babá Inês - cearense que ajudou a nos criar e, encantada com Manaus, terminou ficando por lá, onde vive até hoje, trabalhando para uma congregação de padres (um dia conto mais sobre as histórias fantásticas que ela contava pra gente dormir). No fundo, de pé, à esquerda está meu pai Camillo e à direita meu cunhado Pedrão, que na época ainda era namorado da minha irmã Lubélia - provavelmente ela é a autora da foto.

domingo, 26 de julho de 2009

Girafa


Girafa, originally uploaded by dveras.

Começo hoje uma nova série no blog: fotos de infância. Talvez algumas tenham interesse pra você, possivelmente a maioria não. Isso é irrelevante pra mim (se você me conhece ou acompanha DVeras em Rede há tempo, sabe que não se trata de descaso com o leitor, e sim o compromisso primeiro com o que me importa publicar, antes de qualquer consideração com o que os outros querem que eu publique). Encaro esse material como uma espécie de terapia empírica de autoconhecimento (sou só um grande curioso; meu amigo Ayres Marques, que trabalha com fototerapia na Itália, sabe bem como isso funciona).

Um prólogo com idas e vindas no tempo e no espaço pra explicar como recuperei essas fotos: minha mãe Sara era aficcionada por fotografia. Durante os dois anos em que vivemos em Manaus ela tirou centenas de slides em suas viagens como enfermeira num navio-hospital que atendia as comunidades ribeirinhas no estado. No meio dessas, muitos flagrantes familiares. Ela também clicou muita coisa antes (Recife) e depois da nossa temporada amazonense (Recife e Natal). Com sua morte em 1990, os slides ficaram com meu irmão André. No ano passado estive em Natal e levei alguns, guardando-os na gaveta com a vaga intenção de um dia escaneá-los.

Esse dia chegou na semana passada, quando recebi a visita do Michel e da Cecília, amigos e vizinhos de bairro aqui no Sul da Ilha de SC. Michel é um francês que conheci no Thorn Tree, fórum de viajantes do saite Lonely Planet, e que hospedamos em 2001 no apartamento que morávamos na Serrinha. Ele fazia uma escala na viagem de bicicleta do Alasca à Terra do Fogo. Em Floripa apaixonou-se - coincidentemente, por uma amiga minha, colega de Aliança Francesa -, largou a vélo e fixou residência.

Passaram-se oito anos. Há poucos dias, recorri ao serviço profissional dele pra consertar um computador (aliás, recomendo: twi.web [arroba] gmail [ponto] com). Ao tomarmos um café, comentei dos slides guardados na gaveta e ele se ofereceu pra digitalizá-las, como retribuição àquela longínqua hospedagem. Enfim, o material está na mão em forma de bits e bytes. São quase 800 fotos, muitas delas em mau estado de conservação, outras com as cores já meio desbotadas ou alteradas. E elas são só o começo, meu irmão tem muito mais no baú de tesouros dele. Tenho me divertido em doses homeopáticas com a restauração caseira desse material no fotoxópi e com as evocações que essas imagens trazem.

Esta foto, por exemplo, foi tirada em Recife em 1968, quando eu tinha dois anos de idade. O mais importante dela aparece no canto direito: a girafinha, o brinquedo preferido da minha primeira infância. Já contei aqui: o bichim apitava quando a gente apertava a barriga. Meu irmão André detestava o barulho do apito. Um dia a girafa sumiu. Passou um tempão até que alguém, limpando o alto do guarda-roupa, achou o brinquedo escondido. Depois disso a girafa ainda durou um tempão, até que sumiu pra sempre, numa das trinta e tantas mudanças que já fiz. Que bom revê-la.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Folhas de amendoeira


Folhas de amendoeira, originally uploaded by dveras.

Foto tirada com celular no Ribeirão da Ilha.

domingo, 28 de junho de 2009

Golpe em Honduras


Honduras President Arrested, originally uploaded by rbreve.

Acordei tarde, abri o twitter e me inteirei do golpe militar em Honduras. Fui de imediato ao portal G1, da Globo, procurar mais informações. Na capa não encontrei nada. Mas tinha um ótimo tutorial sobre os passos de Moonwalk. Acessei o UOL. Honduras estava lá, na terceira chamada, abaixo de uma matéria sobre futebol. A manchete ao meio-dia e pouco era "Depoimento de médico de Jackson foi inconclusivo", semelhante à do G1. É isso que chamam de "infotainment"?

Foto de Roberto Brevé.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Primeira jam session campechana do inverno/2009


Instantâneo da jam session de domingo na casa do Alan Bike, regada a vinhos e tainhas. Foi a saideira das miniférias da Megui, que tá voltando hoje a L.A. Frank e Ulysses, incorporando Jimi Hendrix e Tim Maia, fizeram o show.



Gisele 'Megui' Losso e Ulysses 'Esquerda Festiva' Dutra: a fera do bambolê e o ás da guitarra no encontro raro de amigos raros no solstício de inverno.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Passeio vespertino



Mais uma da série "fotos de engarrafamento em Floripa". Avenida Beira-Mar Norte, com celular. Corte do detalhe, contraste e granulação no Photoshop.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

João Camillo


João Camillo, originally uploaded by dveras.

Meu pai em Canoa Quebrada, CE. Junho de 2009. Foto com celular.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Amanhecer

Amanhecer
Russas, CE. A trilha pra esta foto é o cantar dos galos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Camaleão


Crianças brincando com camaleão em rio cheio no Ceará. Detalhe p&b de foto maior.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Casal e ilha

Casal e ilha
Ilha do Campeche vista da Ilha de Santa Catarina. Campeche, Floripa.
Foto com celular + Photoshop.