'Blessed is the man who, having nothing to say, abstains from giving wordy evidence of the fact'.
George Eliot
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Frase da vez, bastante atual
sábado, 30 de maio de 2009
Zé Rodrix e a crítica aos especialistas medíocres
No blog do Ulysses, esbarrei neste belo depoimento de Lázaro Freire sobre o músico e compositor Zé Rodrix, que partiu há poucos dias. Trechinho:
(...)
O primo Zé, um generalista genial por definição, e que em muitos aspectos sempre foi um "pai" e exemplo para mim, fez um breve porém cirúrgico discurso a favor do generalismo inteligente que contrabalance e lance voz crítica a uma sociedade de especialistas medíocres. E me disse algo que JAMAIS esqueci, quase um pedido, um legado, que no dia soou para mim quase como uma daquelas frases que pais entregam para seus filhos no leito de morte:"Primo, nunca se esqueça, esse discurso de 'foco' (numa atividade só) é para os medíocres. Nunca, nunca, nunca, mas nunca mesmo, permita que a mediocridade dos demais lhe roube NENHUM de seus talentos"
(...)
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Túnel do tempo: 13 de novembro de 2007
Um mergulho no baú pra marcar os cem anos do nascimento de John Fante.
À procura da frase perfeita
"Era fim de tarde quando acordei e acendi a luz. Eu me sentia melhor, menos cansado. Fui para a máquina e me sentei diante dela. Minha idéia era escrever uma frase, uma única frase perfeita. Se pudesse escrever uma frase boa, escreveria duas, e se pudesse escrever duas, escreveria três, e se pudesse escrever três, escreveria para sempre. Mas e se eu falhasse? E se eu tivesse perdido meu belo talento? (...) Tinha dezessete dólares na carteira. Dezessete dólares e o medo de escrever."
Arturo Bandini em "Sonhos de Bunker Hill" (John Fante, 1983)
terça-feira, 10 de março de 2009
Blog da vez: Wordboner
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O caminho do dragão e o céu que nos protege
Neste carnaval vi pela primeira vez um filme de Bruce Lee: Way of the dragon, filmado em 1972, um ano antes de sua morte precoce aos 32. É uma comédia de ação que se passa em Roma - escrita, dirigida e protagonizada pelo próprio -, com roteiro tosco, mas belas coreografias de luta. Uma curiosidade é que o antagonista do filme é interpretado por Chuck Norris, que foi discípulo de Lee. A história desse ator, filósofo e lutador de artes marciais que se tornou um símbolo da cultura pop nos anos setenta é fascinante, como conta a Laura sobre a biografia dele, Bruce Lee - Definitivo (Marco Antonio Lopes, editora Conrad). Por exemplo, ele já foi exímio dançarino de cha-cha-cha.
Fui atrás de mais informações na Wikipedia e um link foi me levando a outro. Em 1993 o filho dele, o também ator Brandon Lee, morreu num acidente bizarro, atingido por um tiro que era pra ser de festim durante as filmagens de O corvo. Pouco antes de sua morte, Brandon Lee havia incluído no convite de seu casamento uma citação do escritor Paul Bowles (autor de The Sheltering Sky - O céu que nos protege, que foi adaptado pro cinema por Bertolucci). A citação está gravada no seu túmulo, o que levou muitos fãs a atribuírem-na ao ator:
"Because we don't know when we will die, we get to think of life as an inexhaustible well. And yet everything happens only a certain number of times, and a very small number really. How many more times will you remember a certain afternoon of your childhood, an afternoon that is so deeply a part of your being that you can't even conceive of your life without it? Perhaps four, or five times more? Perhaps not even that. How many more times will you watch the full moon rise? Perhaps twenty. And yet it all seems limitless..."p.s.: Se este post tivesse trilha sonora, seria Um Índio, de Caetano.
[Minha tradução fast-food:
Por não sabermos quando vamos morrer, tendemos a pensar na vida como um bem inesgotável. Mas cada coisa acontece apenas um certo número de vezes, na verdade um pequeno número. Quantas vezes mais você vai lembrar de uma certa tarde da sua infância, uma tarde que pertence tão profundamente ao seu ser que você não consegue conceber sua vida sem ela? Talvez quatro ou cinco vezes mais? Talvez nem mesmo isso. Quantas vezes mais você vai ver a lua cheia nascer? Talvez vinte. E ainda assim tudo parece sem limites..." ]
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Frase da vez, hoje e sempre: wasted time
Esta aqui bem que podia ser um mantra pra mim. Peguei no blog zenhabits:
“The time you enjoy wasting is not wasted time.” - Bertrand Russell
sábado, 20 de dezembro de 2008
Paraísos
Da @belcolucci no tuíter:
Menina no metrô: mãe, se está estação é o paraíso, vamos parar pra ver o vovô?A continuação imaginada pela Carol Grilo:
- Não vai dar, querida. Vovô está no inferno.Minha continuação:
- Não vai dar, querida. Vovô está fazendo compras na 25 de março.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Anotação de leitura: Sagan e o amor
Se tanto o bebê como a criança, o adolescente e o adulto encontram personalidades compatíveis no ser amado, há uma possibilidade real de que todas essas subpersonas fiquem felizes. O amor põe fim à longa solidão de cada uma delas. Talvez a profundidade do amor possa ser mensurada pelo número de diferentes egos envolvidos ativamente num determinado relacionamento.
Carl Sagan, Contato (Companhia de Bolso, 2008)
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Sem premeditação
Quem me conhece sabe que vivo minha espiritualidade a uma distância segura das religiões. E também que me atraem os jogos com coisas aleatórias. O preâmbulo é só pra explicar - mal e porcamente - um hábito que tenho nas viagens a trabalho. Em geral há uma Bíblia ou Novo Testamento na cabeceira da cama do hotel. Gosto de abrir o livro ao acaso pra ver o que ele me diz (faria o mesmo com uma Playboy ou um manual de máquinas agrícolas). Acabo de fazer isso no hotel onde estou em Brasília. Encontrei em Lucas, 21,14:
Proponde, pois, em vossos corações não premeditar como haveis de responder.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
"Nem parece banco"

Charge do Frank. E comentário bastante pertinente do Zé Dassilva sobre o slogan publicitário do Unibanco:
Esse slogan "nem parece banco" é a maior peça de sentimento de culpa que já vi no mundo publicitário. Isso porque a parte entre parênteses fica subentendida: "Unibanco, (tão bom que) nem parece banco". Essa é a mensagem, certo?
Imagina se outros fossem na mesma linha...
"A Notícia, nem parece jornal."
"UFSC, nem parece universidade."
"Renault, nem parece montadora."
Ninguém se anuncia denegrindo aquilo que é. As empresas costumam ter orgulho em ser o que são, em trabalhar no que trabalham.
Ao fazer isso, o Unibanco demonstra toda a vergonha em ser uma instituição que dá 1% de juros enquanto cobra uns 10%.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Imigração e humilhação
Alex Castro, autor do blog Liberal, Libertário, Libertino, em crônica afiada na sua coluna no jornal Tribuna da Imprensa (link válido até meia-noite de hoje).
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Frase da semana: Saramago e a cegueira
José Saramago sobre o boicote a seu filme Ensaio sobre a Cegueira nos Estados Unidos:
"Trata-se de uma associação de cegos que decide ter uma opinião sobre um filme que não viu".
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Cem anos de Cartier-Bresson
No dia 22 de agosto, o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson estaria completando cem anos - ele morreu em 3 de agosto de 2004. Encontrei no Bitaites um link pra uma boa entrevista com o pai do fotojornalismo moderno, feita em 1996 pela jornalista e crítica de arte Sheila Leirner para O Estado de S. Paulo.
Inspirador de mais de uma geração de profissionais da imagem - e de uma legião de diletantes como é meu caso -, Cartier-Bresson detestava a celebridade e se considerava um libertário: "A notoriedade como fotógrafo é uma forma de poder que eu recuso".
A fotografia, como meio em si, não o interessava, e sim a vida e o meio imediato para transcrevê-la: "A máquina fotográfica é um caderno de croqui, é o desenho imediato, com a sensibilidade, a surpresa, o subconsciente, o gosto pela forma". Dizia também que fotografia não se aprende, que o contato excessivo com a máquina é a preguiça do olho.
No Google Images dá pra conferir uma ampla amostra do trabalho desse artista brilhante.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Chegadas: Maria Eduarda
A segunda filha da Fernanda Medeiros e do Paulo nasceu ontem em São Paulo às 2h18 da madrugada, com 3,710 kg e 51 cm. "É a Maria Eduarda mais linda que eu conheço", conta a mãe, felicíssima e, como boa jornalista, já espalhando a boa nova pela internet.
Sossegue, homem, uma criança nasceu. O mundo tornou a começar (Guimarães Rosa)
sábado, 16 de agosto de 2008
De feijões, risadas, chatos, humor e cinema
Brasília tava seca de rachar os beiço.
~
Sábado de plantar feijões no quintal.
~
Lembrancinhas de viagem pros meninos: um saco de risadas e um ovo de dinossauro. O bichim nasce depois de 48 horas dentro d'água.
~
Por que será que criança gosta tanto de dinossauro?
~
Tenho horror a quem cobra dos outros ser "mais crítico". Ô gente sem autocrítica.
~
Do Marcelo Tas na revista de bordo da Gol: "O Brasil só vai mudar no dia em que o João Moreira Salles fizer um documentário sobre os bancos".
~
Vi ontem Meu nome não é Johnnie, sobre João Estrella, carioca de classe média que vira viciado e traficante de cocaína. Muito bom! Selton Mello e Cleo Pires na melhor forma.
~
Cena hilária a da cadeia, em que ele serve de intérprete pro preso do Comando Vermelho (o talentoso Luis Miranda, do Terça Insana) esculachar os africanos.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Aforismo do dia: jornalismo e literatura
Qual a diferença entre jornalismo e literatura? O jornalismo é ilegível, a literatura não é lida.Oscar Wilde, sempre atual.
Aqui tem mais
terça-feira, 8 de julho de 2008
Mais frases da vez: brincadeira
"Brincar não é perder tempo, é ganhá-lo".(citados neste artigo de Ilona Hertel)
Carlos Drummond de Andrade
"O prazer estético se baseia no livre jogo das nossas funções mentais, em face do objeto belo e na harmonia lúdica das nossas capacidades de imaginação e entendimento".
Kant
Frase da vez: caminhar e viver
De uma palestra do médico Dráuzio Varella em Joinville, no blog da Aline:
"Se o seu estilo de vida não permite tirar 30 min pra andar, você está vivendo errado".



