sábado, 25 de janeiro de 2003

Para barrar a OMC, Via Campesina quer repetir Seattle

A luta pela organização dos movimentos sociais do campo deu um grande passo à frente. A Via Campesina, articulação internacional de camponeses, organizou a Primeira Assembléia Mundial Campesina, entre os dias 21 e 23 de janeiro, em Porto Alegre. Estiveram presentes 350 delegados de 40 países que discutiram, junto com suas delegações, questões sobre as políticas da OMC, FMI e Banco Mundial , o perigo dos transgênicos e um calendário de futuras ações. A assembléia deu continuidade às discussões já iniciadas desde o I Fórum Social Mundial.

A quinta reunião ministerial da OMC marcada para Cancún, México, entre os dias 10 e 14 de setembro deste ano, discutirá a liberalização mundial da política agrícola e de serviços. Para a ocasião, está prevista uma manifestação articulada mundialmente. A idéia é repetir as mobilizações de Seattle (ocasião em que aconteceu a terceira reunião ministerial da OMC). Para que este protesto tenha o maior alcance possível e consiga reunir ativistas de todo o mundo, foram acertadas datas de manifestações locais nos países que estiveram representados. Estas datas, acompanhadas da relação dos encaminhamentos – fruto das discussões – farão parte de uma carta final que será enviada aos chefes de governo latino-americanos.
(Laura Cassano - Ciranda.net)

Ato do WWF-Brasil no Fórum Social Mundial pede água para todos

Para despertar a atenção dos presentes ao Fórum Social Mundial em relação ao tema da água, 20 atores do grupo gaúcho Depósito de Teatro representaram a situação da população mundial no que diz respeito ao acesso à água: quase metade dos 6 bilhões de habitantes do planeta sem água potável. Na manifestação, 12 atores entraram no trecho do rio Arroio Dilúvio, localizado em frente à PUC, e retiraram amostras da água do local. O Arroio apresenta nesta área sinais evidentes de poluição, além do mau cheiro.
Há muitas garrafas plásticas no local, que se misturam a restos de animais e esgoto. Vestidos de roupas escuras e sacos de lixo, os atores levaram a água poluída ao encontro de outro grupo – este vestido de azul e carregando água de boa qualidade. Dentro da PUC, os dois grupos encenaram a inclusão hídrica daqueles que saíram das águas sujas. As vestimentas azuis tornaram-se comuns a todos, simbolizando o direito pelo acesso universal à água de boa qualidade. O ato terminou com a entrega de um documento ao secretário Nacional de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, João Bosco Senra, que deve encaminhá-lo à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
(Rebeca Kritsch - Ciranda Internacional da Informação Independente)

Beijos e abraços quentes pros meus dois amores, Laura e Miguel. Saudade danada de vocês, lindos!

Próximo Fórum será na Índia

O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial definiu a Índia como país-sede do seu próximo encontro mundial em 2004. Segundo o diretor da Inter Press Service - entidade-membro do CI -, Roberto Sávio, a decisão levou em conta a necessidade de facilitar a participação de organizações asiáticas e africanas, cujo acesso a Porto Alegre é prejudicado por dificuldades financeiras e pela distância. Em 2005, no entanto, o encontro mundial do FSM deve voltar ao Brasil. A definição vai ser tomada na próxima reunião do conselho em julho.

O Grande Barulho

O estande conjunto da Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura) com a ONG Oxfam, no Estádio Gigantinho, traz uma forma inusitada de protesto neste FSM: há um microfone instalado em um "orelhão", à disposição do público para registrar mensagens de protesto contra as multinacionais que dominam o comércio do café. Atualmente o pequeno cafeicultor recebe cerca de 5 centavos por xícara cujo preço seja de um real. É o preço mais baixo dos últimos cem anos. Cinco multinacionais controlam metade do negócio em termos globais. Os visitantes do estande podem também tomar um cafezinho originário da agricultura familiar e levar a revista com a reportagem especial "Café do BraZil - o gosto amargo da crise", produzida pelo Observatório Social.

Ouro Azul

Os escritores canadenses Maude Barlow e Tony Clarke lançaram no dia 25, durante o FSM, a edição brasileira do livro "Ouro Azul - a batalha contra o roubo corporativo da água do planeta". É uma análise investigativa sobre como as grandes corporações e os acordos multilaterais atuam forçando a privatização e a exportação da água em todo o mundo. Eles fazem uma crítica à visão hegemônica global da água para o século 21, na qual as regras do mercado se sobrepõem aos direitos dos cidadãos.

Economia e desenvolvimento sustentável

O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social promoveu no dia 25, na PUC/RS, a oficina "Os novos fundamentos macroeconômicos para o desenvolvimento social". A palestrante especialmente convidada foi a economista americana Hazel Henderson, mundialmente reconhecida pelo seu ativismo no desenvolvimento sustentável.

Hazel é considerada uma das grandes líderes do pensamento alternativo e uma das poucas vozes femininas que prega o escambo de mercadorias entre países em desenvolvimento. Ela é uma das criadoras do índice Calvert-Henderson, modelo ensinado nas universidades e seguido por muitos governos estaduais americanos. Esse índice incorpora questões ambientais, investimentos em educação e saúde, qualidade de vida e direitos humanos, entre outros indicadores, para medição do Produto Interno Bruto.

O objetivo da oficina foi discutir como promover e avaliar investimentos em empresas socialmente responsáveis e quais indicadores devem ser considerados nas decisões que favoreçam o desenvolvimento sustentável. Também representou o primeiro passo para uma ampla discussão sobre a revisão da contabilidade nacional dos investimentos públicos e privados.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2003

FSM, lá vamos nós
Viajo amanhã pra Porto Alegre, onde vou cobrir o III Fórum Social Mundial. A idéia é colocar sempre que possível textos e fotos jornalísticas no site do Observatório Social, com um balanço das oficinas e outras atividades vinculadas a trabalho e direitos. Claro que vai rolar muito mais nesse mega encontro. Se sobrar tempo, publico aqui alguns comentários aleatórios.

Exposição

Observatório Social

A exposição coletiva de fotografias Construindo a Globalização de Direitos, promovida pelo Observatório Social durante o III Fórum Social Mundial, vai ser aberta com um coquetel no Solarium do Chalé da Praça XV, centro de Porto Alegre, às 20h de sexta-feira, 24 de janeiro. As obras vão ficar expostas até o dia 28.

terça-feira, 21 de janeiro de 2003

Novas de Miguel
Ele está descobrindo as mãos! E já usa fraldas tamanho M.

Balcão de empregos
Um teatro de Berlim está admitindo lanterninhas que aceitem trabalhar nus para seu próximo espetáculo, com estréia marcada para a semana que vem. Mais informações: www.volksbuehne-berlin.de

domingo, 19 de janeiro de 2003

City of God
Cidade de Deus
O New York Times de sexta passada deu uma resenha de três páginas no site pro filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Katia Lund. Na versão em inglês, Bené vira "Benny", Buscapé é "Rocket", Zé Galinha passa a ser "Knockout Ned" e Zé Pequeno se transforma em "Lil´Zé".

Duas fotos do homem da minha vida

Miguel


Miguel

Reservado
Às vezes sinto que este blog é muito contido. Talvez devesse escrever mais sobre idéias delirantes, fantasias eróticas, terrores arquetípicos, defeitos incorrigíveis, hábitos ilegais, desejos inconseqüentes, reminiscências constrangedoras, reflexões hilárias, projetos ridículos, sonhos sem pé nem cabeça, diálogos escatológicos, fracassos memoráveis, gafes antológicas, porres homéricos, roubadas inesquecíveis, frustrações mal curadas, birras infantis, bodes de riso, experiências místicas, insanidades temporárias, voltas intermináveis em torno do umbigo. Vou pensar no caso...

Vacina
Na sexta-feira Miguel tomou uma hexa vacina, que imuniza contra seis diferentes doenças. Ela já é empregada no Canadá, Inglaterra e alguns estados americanos, mas ainda não está disponível na rede pública brasileira. Além de livrar o guri de diversas picadas, ainda ameniza a reação, pois é feita com uma forma mais branda dos vírus. Custa 110 pau$ a dose. Alô, Lula! Quando é que o SUS vai colocar esse avanço à disposição de todos os brasileirinhos?