quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Free hugs campaign

Este vídeo já foi visto por quase dois milhões de pessoas no youtube. É sobre a campanha do abraço. Muito legal!

Greve de notícia

Jornalistas italianos iniciam segunda paralisação em 48 horas, informa o Estadão via EFE. Enquanto isso, no Brasil...

Serviço de xarjincasa: sapatinhos

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Rolando no DVD: Ask the Dust



Vi ontem a versão cinematográfica do clássico Pergunte ao Pó, de John Fante. O diretor, Robert Towne, sonhava em adaptar esse romance pras telas desde a década de setenta, mas só conseguiu dinheiro este ano. A relação tempestuosa entre o aspirante a escritor Arturo Bandini e a garçonete mexicana Camilla Lopez, nos Estados Unidos dos anos trinta, é uma das histórias de amor mais bem escritas que já li. E tem um título lindo tanto em inglês quanto em português. Devorei esse livro três vezes - na tradução afiada de Paulo Leminski - e ele me abriu as portas pra outras pequenas jóias de Fante, todas com o protagonista Bandini: Sonhos de Bunker Hill, Rumo a Los Angeles, 1933 foi um ano ruim...

Gostei. É injusto cair na tentação de comparar o filme com um livro pelo qual sou fascinado. Mas vá lá, vamos à injustiça. Acho que Colin Farrell e Salma Hayek foram muito talentosos ao dar vida a personagens tão complexos - ao mesmo tempo engraçados, sonhadores, revoltados e ingênuos. A reconstituição de época tá bem feita e o clima de atração-repulsão entre Arturo e Camilla é bastante fiel ao original. Senti falta de mais equilíbrio entre drama e humor - esse último foi um pouco sacrificado -, mas isso não compromete. É uma bela história, tão rica quanto despretensiosa. Se fizer o espectador buscar nas livrarias os textos de John Fante, é também uma grande homenagem. 95/100

Foto reproduzida de adorocinema.cidadeinternet.com.br

Locht

Fábio Mutley Bianchini comenta o esquema de Lost, a série de TV americana que vai entrar na terceira temporada - agora com Rodrigo Santoro.

Os caras estão numa ilha pra onde mais cedo ou mais tarde todo mundo vai. Aí descobrem que todos se conhecem de algum lugar e todo mundo quer ir embora, mas não consegue. Não tem nada pra fazer, não pode sair à noite e, apesar da ilha ser pequena, é um perrengue fudido pra chegar de um lado a outro. Todos têm medo "dos outros", mas na real são eles que fazem merda entre si e acabam se matando. E tem um careca que quer mandar em geral.

Onde vocês acham que pode ser isso?

Lendo: Agosto

Lembro que, quando este romance de Rubem Fonseca foi publicado, parte da crítica o recebeu com pé atrás, comparando-o de maneira desfavorável com o restante da obra do escritor - que considero um dos melhores contistas brasileiros. Aproveitei que saiu em edição de bolso pra conferir. Minha conclusão até agora é que talvez os críticos tenham uma ponta de razão. Não chega perto da qualidade técnica de Lúcia McCartney, O Cobrador, Feliz Ano Novo e A Grande Arte. Por outro lado Rubem Fonseca, mesmo quando é ruim, é bom. Duas coisas que me agradaram foi a reconstituição do clima político do final da era Vargas e do cotidiano dos policiais brasileiros, que o escritor conhece muito bem.

Efemérides

Hoje, Dia de São Francisco, é também o Dia Internacional dos Animais. Parabéns pra nós todos ;)

A vida é por um triz

Mais uma história de sobrevivente de fatalidades na aviação - time do qual eu também faço parte, como contei aí embaixo. Quem conta essa é o Rafael Carvalho:

Um colega jornalista da Abril tem um irmão que mora em Manaus. Ia pro Rio de Janeiro no dia da queda do vôo da Gol. Os dois conversavam por telefone, ao meio-dia, enquanto o de Manaus comprava a passagem pela Internet.
...
Ao ver a notícia do acidente na TV, a mãe liga, de Porto Alegre, pro filho que mora em São Paulo, imaginem como. Ele diz que a última vez que teve contato com o irmão foi enquanto ele comprava passagem praquele vôo, pela Internet. O irmão que mora em São Paulo liga pro de Manaus, imaginem como.
...
O cara atende o celular, gritando:
"Brother, cheguei no aeroporto e vi que tinha esquecido meu título de eleitor. Fui em casa pegar e quando voltei, não me deixaram entrar no avião, não dava mais tempo. Eu insisti pra caramba e a atendente telefonou pro comandante, que disse que, infelizmente, o procedimento pra decolagem já tinha começado, não dava mais pra embarcar."

Se o cara soubesse que dá pra votar com carteira de identidade ou de motorista...

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Eleições: as figurinhas carimbadas

Sabedoria popular das urnas? Quanto a levar a corrida presidencial pro segundo turno, estou certo que sim. É o povo pedindo debate, nem que seja só pra ter combustível pros papos de mesa de bar. Mas peraí: Maluf, Clodovil, Palocci, Collor, mensaleiros, sanguessugas... Sabedoria de linhas tortas. Por outro lado, como bem lembra um amigo observador privilegiado dos bastidores do Planalto Central, alguma mudança houve:

Mais de 60 sanguessugas levaram tinta. Metade dos mensaleiros também. A Angela da pizza dançou, dessa vez nas urnas. O ACM tomou pau. O Siqueira Campos (TO) se fudeu, junto com o filho. O Mão Santa caiu. Rosenana Sarney não levou no primeiro turno. Seu pai quase perde a eleição no Amapá. O bandido e assassino do Lira perdeu o governo de Alagoas (mas aí elegeram o Collor pro senado), no Amazonas varreram de vez o Amazonino Mendes e o Gilberto Mestrinho. Não dá pra fazer tudo de uma vez. É como criança que aprende a andar, um passo devagarinho de cada vez e alguns tombos.

Eleição e criança

Tasso conta essa na Salinha do C.A.:

Estava eu parado na porta da sala de aula, aguardando minha vez de votar, quando saem de dentro uma mulher arrastando sua filha que esperneava e gritava: "EU QUERIA VOTAR NO LULA!! EU QUERIA VOTAR NO LULA!!!" A mãe, sem olhar pro lado e ainda puxando a menina pelo corredor, diz: "VOCÊ DEVIA TER VINDO COM A SUA VÓ!!"
Comentário de Upiara:
nunca conheci criança que gostasse de chuchu, hehe

Do Tutty Vasques nO Mínimo

Que aliança é essa?

O PMDB está apreensivo. Um dia depois de lançada pelo governo federal, a Campanha Nacional de Doação de Orgãos ainda não havia contemplado o partido.

Primeiro grafito

Ser pai é um mar de emoções. Dia desses cheguei em casa e vi um risquinho na parede da frente. Fui ver de perto. Era um M de Miguel. Ontem cheguei e tinha vários post-it com M pregados nas portas dos quartos. Nosso menino tá pegando gosto pelas letrinhas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Aviões e eu

O site planecrashinfo.com tem um banco de dados com informações de acidentes aéreos desde 1920. Em março de 1970, eu e minha família tínhamos passagens reservadas pra este vôo entre Fortaleza e Manaus. Cancelamos e fomos de navio. Dos 40 passageiros e tripulantes, morreram 38. Desde esse dia eu sempre durmo tranquilo em aviões. ;)