sábado, 8 de dezembro de 2007

Cordão verde e amarelo

A vida segue e os meninos não param de crescer. Ontem Miguel foi à sua primeira "festa do pijama", na casa de um colega de escola. Nós pegamos à meia-noite. Hoje participou do segundo Gingado do ABC e recebeu seu novo cordão da capoeira, agora verde e amarelo.

Partidas: Alcides Faganello

Morreu hoje às 14 horas, no hospital de Concórdia, Alcides Faganello, pai do amigo cineasta Chico Faganello. Tive a honra de jantar várias vezes em Seara na casa dele e de dona Teresinha, durante as gravações de um documentário que estamos fazendo. Vou sentir falta da suas conversas bem-humoradas e inteligentes, regadas a vinho branco e massa caseira em torno do fogão a lenha da cozinha. Seu Alcides era um homem generoso e querido por todos. Vai deixar muita saudade.

Nelson Motta na Folha de sexta

Metamorfose ou ouro de tolo?

SALVADOR - Quem diria, o anárquico fanfarrão Raulzito virou lição de filosofia política na boca do presidente da República, que sempre tem opinião formada e categórica sobre tudo. Seria um grande desgosto para ele ouvir a sua libertária "Metamorfose ambulante" a serviço da CPMF e das mudanças de opinião de quem, na luta pelo poder, fez de tudo para passar de pedra a vidraça.
Raul cantava a liberdade da dúvida e da contradição, da inteligência em movimento, em plena ditadura militar, quando a opinião só podia ser radical e estática: contra ou a favor. A ditadura proibia as opiniões contrárias; a oposição proibia mudar de opinião, sob a suspeita de estar servindo à direita ou para levar vantagem pessoal, como sempre.
A esquerda nacionalista sempre desprezou o "americanizado" Raul Seixas: ele era incontrolável, individualista e anárquico, detestava partidos, igrejas, instituições, torcidas, escolas e blocos. E certezas. Mas driblava a censura e ridicularizava os sonhos de felicidade da classe média governista, no "milagre brasileiro" dos anos de chumbo, com "Ouro de tolo", aquela que diz: "eu devia estar contente /porque tenho um emprego, /sou um dito cidadão respeitável/...
O baiano Raul, auto-intitulado "um magro abusado", desempenhou com grande coragem, independência e custo pessoal o papel de mosca na sopa dos que têm opinião formada sobre tudo, de esquerda, de direita e de centro, e debochava dos que pensam por slogans e palavras de ordem e mudam de opinião de acordo com os interesses de suas causas, chefes e bolsos.
Quem diria que as palavras de Raul serviriam para legitimar algumas das coisas que ele mais abominava. Coitado, virou camiseta de Che Guevara. O magro abusado não merecia esse abuso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Crazy Frog Bros, 15 anos depois



O primeiro vídeo está aqui.

Brunitezas: isso aí não é de comer

O Bruno (1 ano, 8 meses e 3 dias), me olhando enquanto eu passava o fio dental:

- Papai tá comendo caca!

Uma proposta de parceria

O blog todoscomsaude.blogspot.com propôs parceria com DVeras em Rede e com vários outros blogs catarinenses. Até já me linkou. Agradeço a gentileza, mas li sua política de parcerias e, apesar de não ter nenhum reparo ético a ela, vejo que não me encaixo. O motivo é simples: DVeras em Rede não tem finalidade comercial nem cria conteúdo pra vender produtos. Aliás, como regra geral desta casa, não me imponho qualquer obrigação de trocar links ou banners com quem quer que seja. A popularidade e os rankings de acesso têm pouca relevância no que faço aqui. Boa sorte em seu projeto, siga em paz e com saúde. Se as pessoas gostarem de seu conteúdo, os links virão naturalmente, sem que seja preciso qualquer política formal de reciprocidade.

p.s.: Alexandre Gonçalves, Rodrigo Lóssio e Dora Garrido, comparsas no +D1, escreveram sobre a mesma coisa, e bem melhor do que eu.

Retoques

Pequenas mudanças no template. Uma linha horizontal curta no fim da página, antes da licença Creative Commons; aumento na entrelinha - afinal, as entrelinhas são o que há de melhor neste blog; aumento no maior corpo e redução no menor corpo da nuvem de tags. A linha minimalista permanece sem grandes alterações, conforme a lei do menor esforço.

Bela música, linda letra

Força Estranha

Composição: Caetano Veloso

Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga.
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou.
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são.
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.
Eu vi muitos homens brigando. Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta,
é a coisa mais certa de todas as coisas.
Não vale um caminho sob o sol.
É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Surpresa na valsa de casamento


Este também está na lista dos 10 vídeos mais engraçados do youtube. É uma bela reversão de expectativas.

Crazy Frog Bros


Este faz parte da lista dos dez vídeos mais engraçados do youtube segundo zenhabits. O garoto que aparece no fundo é um humorista nato.

Livros, filmes e amnésia controlada

Do Inagaki, inspirado:

(...) Gostaria de sofrer de uma amnésia controlada, que me fizesse esquecer de certos livros e filmes. Algum artifício prodigioso, que me permitisse assistir a Casablanca sem saber o que vai acontecer no final. Ou ler Cem Anos de Solidão e me deslumbrar da mesma maneira que da primeira vez. Ou gargalhar com uma gag dos Irmãos Marx ou de Woody Allen com prazer sempre renovado. Ou ser surpreendido, punch no estômago, com o assassinato no chuveiro de Psicose, a revelação da identidade de Keyser Soze em Os Suspeitos, o turning point em Um Corpo que Cai. Que me permitisse sentir novamente o orgasmo literário de quando li pela primeira vez O Jogo da Amarelinha de Cortázar, romance que me obrigou a soltar um impropério escandaloso no meio da biblioteca do Bandeirantes: "- Porra, quero escrever que nem esse filho da puta!".

O que escrevi aqui sobre/inspirado por Cortázar.

Três chargistas censurados e demitidos no RS


A charge acima, feita esta semana por Santiago, foi censurada pela direção do Jornal do Commércio, de Porto Alegre, que em seguida demitiu o chargista e outros dois com quem alternava o espaço: Kayser - que também teve um trabalho censurado - e Moa. No caso de Santiago, a justificativa foi dada por telefone. "Você não pode fazer um desenho sobre o lucro, porque nós não somos contra o lucro". O artista comenta: "O jornal é quase um órgão oficial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul". Mais informações no blog dos quadrinhos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

De Bach em Bach

Ouvindo: Sonata for viola and harpsichord no. 1, de Bach. Se Deus tem voz, deve ser parecida com os sons que esse cara criou. Nesse saite aí tem mais.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Mio & Mao



Do túnel do tempo, uma animação de massinha que vi muito na infância.

Sonho de infância

Meu pai para um garoto de seis anos:
- O que você quer ser quando crescer, filho?
- Aposentado.