Ontem fez um ano que Augusto Tuyama nos deixou. Quase tudo o que eu tinha a dizer sobre essa tragédia familiar já está aqui no blog - provavelmente o meu desabafo tenha sido fundamental pra que eu conservasse o equilíbrio. O tempo vai transformando a dor em saudade suave.
Nos primeiros meses eu acordava de madrugada revivendo o acidente e as horas intermináveis do resgate. Cheguei a pensar que iria precisar de ajuda profissional - confesso que ainda não afastei essa ideia de vez, mas tou tentando me curar de outras formas.
Nas horas angustiantes, procuro o sossego das árvores, das plantas que o meu sogro tanto amava. Lembro dele dando risada, contando histórias divertidas ou escutando com gentileza. A maneira livre, desapegada, aventureira e generosa com que Augusto Tuyama viveu é um exemplo que vou guardar pra sempre. Tê-lo conhecido foi uma experiência transformadora.
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Há 6 dias




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