105
(...)
Penso nesses objetos, nessas caixas, nesses utensílios que aparecem às vezes em galpões, em cozinhas ou esconderijos, e cujo uso já ninguém é capaz de explicar. Vaidade de crer que compreendemos as obras do tempo: o tempo enterra seus mortos e guarda as chaves. Somente nos sonhos, na poesia, no jogo - acender uma vela, andar com ela pelo corredor -, aproximamo-nos às vezes do que fomos antes de ser isto que ninguém sabe se somos.
Julio Cortázar
E LA NAVE VA
-
Nesses dias difíceis , pré segundo turno das eleições de 2026, talvez
por uma compensação do subconsciente, tenho tido sonhos muito agradáveis.
Nes...
Há 23 horas









|