105
(...)
Penso nesses objetos, nessas caixas, nesses utensílios que aparecem às vezes em galpões, em cozinhas ou esconderijos, e cujo uso já ninguém é capaz de explicar. Vaidade de crer que compreendemos as obras do tempo: o tempo enterra seus mortos e guarda as chaves. Somente nos sonhos, na poesia, no jogo - acender uma vela, andar com ela pelo corredor -, aproximamo-nos às vezes do que fomos antes de ser isto que ninguém sabe se somos.
Julio Cortázar
DILEMA DE MUMBAI
-
*Dilema de Mumbai*
*O que fazer com um navio*
*que tendo navegado um calendário inteiro*
*jaz ainda vigoroso em um estaleiro?*
* 6/6/23*
Há um dia









|