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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

EaD e discriminação

Recebi do Rubinho Chaves Vargas, assessor de imprensa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, uma notícia que dá no que pensar: foi aprovado um projeto de lei [pdf] do deputado-professor Sérgio Grando (PPS) punindo a discriminação contra pessoas formadas por meio de ensino a distância. Incrível que, em plena "sociedade da informação", ainda seja preciso estabelecer em lei que ninguém pode ser excluído por causa da maneira como aprende. "Na real é uma posição de protesto de SC contra uma onda nacional de discriminação", comenta o amigo João Vianney, que atua na área há bastante tempo.

Quem já fez cursos a distância de qualidade sabe que é uma grande bobagem achar que essa modalidade de ensino é menos efetiva que a presencial. Banda larga, por si só, não transforma jumento em dotô, mas potencializa coisas incríveis se usada com inteligência e criatividade. A tal "inclusão digital" (quando escuto o termo, me encosto na parede) precisa chegar também às cabeças que tomam as grandes decisões que influenciam a todos. Não com uma abordagem utilitarista rasa, mas com insights que as ajudem a descobrir os saltos evolutivos que podem dar ao se abrir pro mundo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ultimate fight journalism


Uma cena patética na esplanada dos ministérios, esse bate-boca entre a repórter da Record e a da Globo por causa da entrevista com um secretário do Ministério de Minas e Energia sobre o apagão. Errou a assessoria de imprensa. Num assunto dessa relevância, tinha que chamar entrevista coletiva. Aliás, faltou bom senso a todos.

~
p.s.: Matéria e vídeo no Comunique-se.
 p.s.2: O título deste post é emprestado de um tuit de @exucaveiracover, que propõe a criação de um "reality show" só com brigas de jornalistas. Pode se tornar um sucesso, já pensou?

sábado, 7 de novembro de 2009

"Sequestro estilo Camorra"


Vídeo da manifestação à qual Yoani Sanchez foi impedida de participar.


A filóloga e blogueira cubana Yoani Sanchez foi sequestrada e espancada ao se dirigir para uma marcha contra a violência. Ato infame da polícia política de um regime que está caindo de podre. Recomendo ler a íntegra do texto de Yoani. O início:

Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: “Yoani, móntate en el auto” me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia. Los mismos “agresores” llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.

Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba “Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar”, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: “No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios”. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: “¿Qué hacemos? No quieren subir al auto”. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento. (...)

domingo, 20 de setembro de 2009

Creative Commons

Este texto tá no final da homepage do blog, mas poucos dos meus 17 leitores devem chegar até lá. Então vou dar uma colher-de-chá pra ele e botá-lo em destaque, aproveitando pra dizer que DVeras em Rede é Creative Commons.


Creative Commons License
"Você pode copiar, distribuir, exibir e executar a obra, sob as seguintes condições:
Atribuição. Você deve dar crédito ao autor original, da forma especificada pelo autor ou licenciante [ Dauro Veras - http://dauroveras.blogspot.com/ ].
Uso Não-Comercial. Você não pode utilizar esta obra com finalidades comerciais.
Vedada a Criação de Obras Derivadas. Você não pode alterar, transformar ou criar outra obra com base nesta."

terça-feira, 15 de setembro de 2009

De Dubai via SMS

Marques Casara está viajando para a China com sua mulher Tatiana Cardeal, que vai receber um prêmio internacional de fotografia. Na escala de oito horas em Dubai - onde estão neste instante - ele conversou comigo via mensagem de texto de celular.

Eu:
- Conta alguma coisa daí.


Marques Casara: - Fizemos um táxi tur das 2 às 4 da manhã. No mar ilhas artificiais gigantes construídas com pedras importadas do Egito. Milhares de obras tocadas por imigrantes indianos. Palácios riquíssimos. Obras, obras, obras. Paraíso da desigualdade. Indianos erguem a cidade no deserto a 300 dólares por mês. No hotel aqui perto, diárias a 2.500, jantares a mil dólares.

- Paraíso da desigualdade? Então cês tão se sentindo quase em casa. Tou vendo Dubai no mapa. Do ladim do Irã, Arábia Saudita, Iraque, Paquistão, Índia... Nada mal pruma outra viagem.

- Cruzamos o Golfo Pérsico no início da noite de domingo. A poltrona da Emirates é uma plataforma interativa com quatro câmeras do lado de fora do avião. Centenas de filmes, música, jogos e até telefone e e-mail com cartão de crédito pra quem tem bala.

- Você compraria um terreninho em Dubai?

-
Pra comprar um terreno entra na lista. A cada 17 anos escolhem os felizardos. Ap de 1 quarto em algumas ilhas a US$ 4 milhões. Para abrir um negócio, só com sócio local.

- Choque cultural?

- Aqui é cosmopolita. Miami árabe. Cidades islâmicas ao redor são hipertradicionais. Essas eu queria ver. Recebeu a foto?

- Ainda não. Tuitei: de Dubai via SMS. Um papo entrevista com Marques Casara acontecendo agora.

- Os jornais impressos vão acabar. Vi o papel digital, fosco, lindo, não cansa a vista, toca música e interage com você.

- Hahahaha. Recebi a foto. Já tá no blog.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Kommbo hoje



Hoje tem mais uma edição do Kommbo na Lagoa da Conceição.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Abraço Corporativo: trailer


Abraço Corporativo from Ideia Forte on Vimeo.
O documentário Abraço Corporativo, de Ricardo Kauffman, acompanha as peripécias de um consultor de RH em busca de espaço na mídia. "O filme interfere na realidade que retrata de maneira incisiva e reflete sobre o funcionamento da imprensa às vésperas da convergência digital", diz o diretor.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ô raça pra gostar de censura


Frank mais uma vez mata a cobra e mostra o pau. Leia mais sobre a iniciativa dos parlamentares trogloditas na Agência Senado.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como a mídia social pode fazer história


Nesta palestra realizada em junho, Clay Shirky, professor de telecomunicações interativas da Universidade de Nova Iorque, fala sobre como as tecnologias sociais ajudam cidadãos em países de regimes repressivos a burlar a censura. Também mostra como o fim do paradigma "broadcasting" das notícias está transformando a política. O terremoto na China e a campanha de Obama são dois exemplos que ele cita para ilustrar sua exposição. Muito bom.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lido & Leno: Superinteressante; A vida como ela é

Gosto de revistas, aprendi a ler com a ajuda delas. Mas ultimamente quase não compro, por causa da abordagem rasa e da recorrente impressão de déjà-vu que despertam. Entre as poucas que me atraem pela criatividade de algumas pautas estão a Wired, a Trip, a piauí e a Superinteressante. Ontem comprei a Super que traz reportagem de capa tratando de revisões históricas sobre a Segunda Guerra Mundial. Muito legal a matéria - destruidora de mitos. Pena que é curta demais. Matéria de revista brasileira é que nem ejaculação precoce: quando a coisa começa a ficar boa, acaba. Bem que podiam ser um pouco como a New Yorker, que não se acanha em publicar bons textos longos, às vezes em páginas inteiras sem ilustrações. Mas devo ser um leitor das antigas mesmo. Nada contra os infográficos, bem pelo contrário. Mas eles não têm a função de substituir o texto de qualidade.
~
Lendo A vida como ela é, do grande Nelson Rodrigues.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Nane e as mulheres que dizem 'sim' pra si mesmas

Dou continuidade à série Humanos com minha amiga Eliane (Nane) Faganello de Som, catarinense de Seara que vive em Stuttgart, Alemanha, com o marido e a filha. Nane é psicóloga e faz um bonito trabalho com mulheres em situação de vulnerabilidade - principalmente as de origem turca e de outros países muçulmanos. Ao mesmo tempo em que as ajuda a se alfabetizarem em alemão, ela estimula o fortalecimento da autoestima dessas imigrantes, para que enfrentem o machismo e conquistem seu lugar no mundo. Não por acaso, usa o método Paulo Freire.

Propus entrevistá-la e ela concordou. Antes que eu fizesse as perguntas, me enviou como introdução um relato tão rico, tão impregnado de força e generosidade, que achei melhor publicar assim mesmo, em primeira pessoa. O depoimento que se segue está praticamente na íntegra. Suprimi só um ou outro detalhe agora irrelevante, como a proposta de que fizéssemos a entrevista pelo skype e a referência a férias no Brasil. "Dauro, eu não sei escrever curto e bonito, como os bons jornalistas", me disse ela. "Também não sei pôr as vírgulas nos lugares certos e me perco em análises". Pois eu discordo, Nane. Adorei seu texto.

p.s.: a Nane é parceirona no filme Espírito de Porco desde os primeiros passos, quando fez uma ampla pesquisa em bibliotecas alemãs. Coautora do roteiro, deu sugestões sempre pertinentes durante toda a produção e edição do documentário.

Devo dizer que não sou tão interessante como tu pensas, nem o meu trabalho tem dimensões tão grandes a ponto de eu imaginar que possa vir a melhorar o mundo. Dentro deste microuniverso em que estou envolvida faço coisas simples, que me permitem uma certa movimentação intelectual e me dão muita alegria. Sei que ajudo essas pessoas e isso me faz bem. Também eu me defronto com o novo, aprendo e me transformo. E é legal assim.

Trabalho em vários lugares, ou seja, em instituições certificadas que recebem dinheiro público para projetos sociais, sobretudo na área de política de integração, que é um dos temas centrais dos últimos dez anos. O governo e a União Européia repassam o dinheiro dos projetos sociais e interculturais para essas instituições, que se encarregam de contratar pessoas e instrumentálizá-las para o trabalho. Tudo é com certificação e qualificação e acompanhado de cursos de aperfeiçoamento, certificados e coisa e tal.

Num desses lugares, trabalho com um grupo de mulheres de várias nacionalidades e religiões, como turcas muçulmanas, curdas alevitas, albanesas desorientadas e até uma brasileira mal-tratada pelo marido. São mulheres que precisam de uma certa estabilidade emocional e que ninguém, na verdade, sabe o que fazer com elas. A forma de conseguir fazer com que elas saíssem de casa foi criando um grupo de alfabetização, o que é aceito pelas famílias e legitimado pelo governo. Assim, o espaço de alfabetização é a possibilidade de sair de casa, de se defrontar com outros valores e realidades e de questionar a sua própria.

Tenho plena consciência de que muitas delas jamais abandonarão seus véus, mas também não precisam, nem essa é a proposta. O fato delas se sentirem respeitadas em sua cultura, língua e religião, faz com que aprendam a aceitar as outras culturas ao seu lado. Elas se tornam mais conscientes, tolerantes e capazes de dizer: " Ich bin ok, wie ich bin. Du bist ok, wie du bist." O que quer dizer: "Eu sou legal como eu sou. Você é legal como é."

A questão central do trabalho é a alfabetização e a manutenção destas mulheres num curso ou em algum lugar onde possam se defrontar com seus próprios valores. Eu ajudo elas a pensar sobre a língua, sobre o processo de alfabetização, sobre problemas nunca tematizados e a resgatar um pouco da sua identidade.

Não posso dizer que sou alfabetizadora, porque são elas mesmas que se alfabetizam, através da leitura do seu mundo e da sua posição na história. Eu ajudo elas a se manterem no grupo, a pensarem sobre temas difíceis e complexos, como sua própria família e a realidade onde vivem. Também não posso dizer que sou psicóloga, nos modelos tradicionais. Sou uma psicóloga que trabalha com pessoas em processo de alfabetização, de aprendizagem e de reestruturação da sua própria identidade.

O grupo é bem heterogêneo e da análise da realidade individual e grupal surgem palavras para escrever (e elas escrevem desesperadamente, Dauro!). As palavras selecionadas, resultantes de nossas conversas são escritas e trabalhadas, como no método Paulo Freire e aos poucos elas conseguem ler cartazes, livros e a sua própria vida.

Normalmente surgem temas pesados para conversas, tais como Gewalt (violência), Wut (raiva), schlagen (bater) e nas últimas semanas surgiram questões belíssimas: - por que só as mulheres muçulmanas não podem casar quando o marido morre? Ou ainda, por que os homens podem casar de novo, mas as mulheres não? Por que as mulheres muçulmanas não podem freqüentar piscinas mistas, mas os homens sim?

Trabalho com este grupo duas vezes por semana e muitas das mulheres têm "desabrochado", dia por dia, como diria o padre Pinto. Festejamos o carnaval com música árabe e saí cambaleando de tanto comer daqueles charutinhos de folha de parreira recheados com carne de ovelha, mas confesso que nunca vi aquelas mulheres tão felizes.

Uma delas perdeu a família no Iraque, trata um câncer de mama e é tiranizada pelo marido, que a controla pelo celular, chamando-a para preparar chás e coisas a fins. Na semana passada ela conseguiu dizer "não" a ele, pelo telefone, de uma forma tão serena e educada que as outras aplaudiram. Eu sinalizei, no final, que ela estava dizendo "sim" para ela mesma. Daí elas escolheram uma palavra bem bonita para trabalhar nos próximos dias: respeito.

Um abraço bem grande,

nane

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Repórter Brasil resenha 'Espírito de Porco'

A ong Repórter Brasil, coordenada por Leonardo Sakamoto, publicou ontem uma boa resenha sobre o documentário que codirigi com o Chico Faganello.

"Espírito de Porco" disseca
suinocultura industrial catarinense


Documentário busca mostrar a "cadeia de responsabilidade" que molda o setor de criação de porcos, que envolve produtores, governos e consumidores, nem sempre conscientes do papel que desempenham neste processo

Por Maurício Reimberg
Apontada como responsável por diversos danos ambientais, a suinocultura industrial no Oeste de Santa Catarina reúne uma das maiores concentrações de porcos do mundo. Confinados em pequenos espaços, eles já somam 50 milhões - numa proporção de 10 suínos para cada humano. O controle da atividade econômica é restrito: sete em cada dez porcos da região pertencem a cinco grandes agroindústrias. Enquanto impulsionam seus lucros, as empresas assumem um discurso vagamente humanitário.

Essas contradições, bem como os impactos ambientais, sociais e econômicos desse modelo, são os temas analisados pelo documentário "Espírito de Porco" (Brasil, 2009), dos jornalistas Chico Faganello e Dauro Veras. Em tom didático e irônico, a obra busca mostrar a "cadeia de responsabilidade" que molda o setor, envolvendo produtores, governos e consumidores, nem sempre conscientes do papel que desempenham neste processo. Santa Catarina possui o maior rebanho do país, com cerca de 17,5% da produção nacional. Boa parte desses estabelecimentos desrespeita normas ambientais básicas. (...)
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Humanity Photo Awards

A amiga Tatiana Cardeal é uma das ganhadoras do prêmio Humanity Photo Awards, concedido pela CFPA (China Folklore Photographic Association), com a chancela da Unesco, aos fotógrafos que se destacam pelo registro e proteção da herança cultural e folclórica do planeta. O maravilhoso trabalho da Tati com indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas etc. dispensa maiores apresentações, já fiz outras referências aqui no blog. A premiação vai ser no começo de setembro em Guangzhou, no sul da China. Será que vão deixar ela falar ao microfone?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

S.O.S. Ilhabela


Trailer do documentário S.O.S. Ilhabela, que estreia em agosto em São Paulo. A produção é da Papel Social Comunicação.

sábado, 11 de julho de 2009

Entrevista sobre o AI-5 Digital


Lúcida, contundente, libertária. Recomendo com ênfase esta entrevista que o professor Idelber Avelar, autor do blog O biscoito fino e a massa, concedeu à TV Assembleia de Minas Gerais. Ele denuncia o 'AI-5 Digital', projeto do senador tucano Eduardo Azeredo que criminaliza diversas práticas comuns na internet.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Kommbo Express Floripa


Amigos das antigas, agora tuitando. Da esquerda pra direita: @frankmaia, @rogeriomosimann, @esquerdafestiva (Ulysses Dutra) e eu. Foto de @danielguilhamet.
Mais fotos do Kommbo aqui.

Ontem à noite fui conferir o Kommbo Express, evento promovido na Art Chopp da Lagoa da Conceição pela ZeroTrack Inteligência Digital. A divulgação, feita basicamente via twitter, blogs, e-mails e boca-a-boca, garantiu casa lotada. Duas palestras rápidas sobre criatividade no meio digital abriram a noite, seguidas de música dançante e muita networking tuiteira - pululavam pessoas com crachás iniciando em @. Não usei crachá, mas foi engraçado ter sido reconhecido pelo @geraldoprotta, que, assim como outras pessoas, transmitiu imagens do evento ao vivo pelo qik. Pra molhar o bico, chope e cervejas da Eisenbahn, com preço salgado, mas deliciosas.

Gostei da minipalestra do @tiagomx ("Construindo o Digital"). Em 20 minutos ele resumiu ideias interessantes e casos de sucesso/fracasso em intervenções digitais, falou de amizades, sanduíches e rizomas de maneira informal e divertida (confesso que pouco captei da segunda palestra, exceto a observação de alguém de que não é bom negócio a profissão de barbeiro na Argentina, mas àquela altura já eram várias cervejas na cabeça). Mas senti falta da boa e velha interatividade, com perguntas, interrupções e questionamentos. Bom, essa é uma observação limitada ao presencial, pois enquanto as coisas aconteciam na choperia, um monte de gente participava de outras formas, tuitando, fotografando e filmando, o que permitiu ampla participação virtual. Depois das palestras rolou som com os DJs Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), @fabiobianchini, Marquinhos Espíndola (@marquinhose), Jhon (@joaomdm), Tiago Franco (Blog da Devassa) e Victor A.

Conheci gente legal com quem só tinha trocado ideia virtualmente, como o próprio Tiago, o Marquinhos e o Alexandre Silva (@trektrek). E encontrei uma cambada de broders de longa data: Frank Maia (@frankmaia), Caio Cezar (@cambalhota), Rogério "Magrão" Mosimann (@rogeriomosimann), Ulysses Dutra (@esquerdafestiva), Zé Dassilva (@zedassilva, de passagem pela Ilha), Vincent Pasquier (@vinzbrazil, firme e forte, se recuperando de uma queda de moto), Alexandre Gonçalves (@agenteinforma) e o recente amigo Rodrigo Lóssio (@lossio). Cumprimentei a Dora (@dora_), o Felipe (@obrer) e outras pessoas de passagem, não deu tempo de conversar. Em resumo, foi uma noite bem divertida. Gosto dessa combinação informal de palestra+festa. Sugestões pros próximos: mais estímulo à participação das pessoas no debate; foco em temas menos genéricos e mais polêmicos; espaço físico maior e mais arejado. Fecho com comentário do amigo @johnniezanatta, que não pôde ir e foi conferir as fotos: "Nem só de nerds vive a rede social". :)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Narração do Desenvolvimento de Florianópolis


Peguei emprestado esse vídeo sensacional no blog Pensamentos Públicos, da Aline. O cunhado dela (irmão do Gustavo), Marcelo Cabral, professor do Departamento de Arquitetura da UFSC, faz a narração do desenvolvimento de Floripa em ritmo de partida de futebol. Ele está acompanhado dos alunos da turma de Introdução ao Planejamento Urbano e Regional da Engenharia Sanitária, num boteco ao lado da universidade. Isso é que é aula!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Recebi do Tiago Jaime Machado e passo adiante:

Kommbo debate criatividade no meio online em Florianópolis

Evento organizado Zerotrack Inteligência Digital irá abordar como a criatividade digital pode ser construída e descontruída, abordando o que há de mais recente em comunicação, web, novos meios e tendências. O Kommbo é um encontro para trocar ideias e conhecer os produtores de conteúdos das chamadas novas mídias. O evento procura ainda demonstrar algumas destas ferramentas, além de ser um bate-papo informal, com muita informação e diversão.

Esta é a quarta edição do evento, que desta vez realizará duas palestras envolvendo o mesmo tema: Criatividade. Tiago Jaime Machado, diretor de Criação da Zerotrack, falará sobre “Construindo o digital”. Machado atua há dez anos no mercado de comunicação digital.

Já Alberto Lung, antropólogo da TWR Americas, blogueiro e pesquisador de tendências e comportamentos juvenis na América Latina, abordará a outra face do digital, na palestra “Descontruindo o digital”. Após as palestras, os DJs Ulisses Dutra, Fabio Bianchini, Marquinhos Espíndola, Jhon, Tiago Franco e Victor A. farão apresentações.

O evento será às 21h do dia 9 de julho na Arte Chopp, chopperia e bruschetteria localizada na Lagoa da Conceição em Florianópolis - Rua Afonso Delambert Neto, 103/05. Inscrições e mais informações no site http://www.zerotrack.com.br/kommbo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Variedades suínas


À direita, Renato Turnes, que faz a voz do porco; no centro, eu e à direita, Chico Faganello. Foto de Lucas Barros.

Espírito de Porco
rendeu entrevista do Chico Faganello hoje no Bom Dia Santa Catarina, da RBS TV, e foi capa do caderno Variedades, do Diário Catarinense.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Reflexão sobre a sofrida arte de editar

Tenha em mente que você sabe o que cortou, mas o leitor não. Ele só vê o que você manteve no texto.