sábado, 29 de dezembro de 2007

De Cáceres
Pôr-do-sol no rio Paraguai em Cáceres, Mato Grosso.

Notícias de Cáceres

Augusto foi operado para aliviar a pressão do higroma subdural. Traduzindo: com o impacto do acidente, houve derramamento de um líquido sob a membrana dural, a mais externa que recobre o cérebro. Os médicos estavam aguardando o momento ideal pra cuidar disso e o momento foi hoje. Na cirurgia desta tarde foi feito um furinho pra drenar esse líquido. Tudo ocorreu conforme o planejado. A intervenção foi feita por um casal de neurocirurgiões, dra. Olga e dr. José Roberto, num hospital particular de Cáceres, o São Luís. Em seguida ele foi reconduzido à UTI do Hospital Regional (SUS), onde continua em coma. A médica disse que esse procedimento cirúrgico aumenta as chances de ele se recuperar mais rápido. Em quanto tempo, por enquanto é impossível prever. Estamos otimistas.

Na estrada: Vilhena

Escrevo de Vilhena, primeira cidade de Rondônia pra quem vem por terra a partir de Mato Grosso. Ontem, depois de dez dias em Cáceres (MT), Laura, eu e os meninos seguimos viagem de carro até nosso destino original: Rolim de Moura (RO). Resolvemos dividir o time em dois pra melhor atender meus sogros. Augusto permanece na UTI em Cáceres, acompanhado por Carlos, Sônia e Neto. Nilza, acompanhada de Ana e Cristina, foi levada de carro a Cuiabá, onde pegou um avião pra Ji-Paraná e de lá foi de carro a Rolim de Moura, onde terá melhor estrutura de apoio familiar e a força dos nove netos reunidos.

Paramos na noite passada num hotel em Vilhena pra descansar e hoje cedo prosseguimos no último trecho da viagem, que começou no dia 15 de dezembro em Floripa - às vezes me dá a impressão de que aquele tempo se passou há anos. Daqui a três ou quatro horas chegaremos a Rolim de Moura. Com mais esta divisa estadual, entramos finalmente na Amazônia e na região Norte. Atrasamos nossos relógios em mais uma hora - o fuso aqui em Rondônia é GMT -4, duas horas a menos que o atual horário de Brasília (GMT -2). Sair de Cáceres foi difícil, mas na prática a melhor solução pro momento. Meu sogro sempre diz que gosta de viajar no seu próprio ritmo, sem ter que acompanhar os carros mais possantes dos outros. Assim está sendo nesta viagem inesperada: sua saída do coma e a recuperação dependem em grande parte dele mesmo.

Vou continuar mantendo vocês informados por meio das conversas diárias com o pessoal lá em Cáceres.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Um recado 'wireless' e um pequeno avanço

Hoje em torno das 14h45, estávamos descansando no quarto do hotel. Bruno, 1 ano e 8 meses, brincava com o lego e de repente falou:
- Vovô conseguiu.
Um pouco mais tarde, o médico de plantão na UTI informou que nesta tarde houve pequena melhora neurológica no quadro de Augusto, que permanecia inalterado há dias. Um passo de uma longa caminhada, nas palavras do médico. Quem é que entende os mistérios da vida?

Primeira foto de Nilza depois da alta


Cliquei esta ontem de manhã no Hotel Riviera Pantanal, onde estamos hospedados em Cáceres. É a primeira da minha sogra depois de ter alta do hospital. Da esq. pra dir.: Miguel, Ana, Bruno, Sônia, Nilza e Cristina.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A vida é forte

Minha sogra Nilza teve alta do hospital agora há pouco. Começa pra ela a próxima etapa, ainda em Cáceres: recuperar as forças pra voltar à ativa o mais rápido possível. Vamos continuar concentrando boas energias pro Augusto.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Nilza já fica de pé, toma banho sozinha e caminha pelo quarto no hospital. Esperamos a notícia de alta para os próximos dias ou horas. Por enquanto ela vai ficar se recuperando aqui mesmo em Cáceres, porque não vai poder se deslocar nem por terra nem por ar durante um tempinho. O estado de Augusto continua inspirando cuidados. Ele ainda não despertou do coma. A nova tomografia feita ontem indica que houve higroma subdural - trocando em miúdos, a membrana exterior que recobre o cérebro (são três) ficou machucada com o choque. Tudo indica que o próprio organismo vai se encarregar da recuperação e não será preciso intervenção cirúrgica, mas é preciso atenção especial pra evitar infecção hospitalar. Estamos providenciando a remoção dele para um hospital mais equipado no estado de São Paulo, onde vamos poder contar com o apoio mais próximo de médicos amigos. Feliz Natal pra todos vocês! Feliz aniversário, Laura! Mais notícias assim que a gente tiver.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Nilza se recupera um pouco mais a cada dia. Hoje ela recebeu visita do Bruninho e foi aquela alegria. Ele filou um pouco da gelatina dela e cantaram juntos uma cantiga infantil. Passados cinco dias do acidente, Augusto continua em coma e usando respirador artificial. O estado é grave, mas estabilizado. Suas funções renais e cardíacas estão normais, a pressão não está mais regulada por medicamentos como no início, os reflexos estão presentes. A expectativa agora é que ele desperte, pois aparentemente não houve dano neurológico. Uma nova avaliação neuro deve ser feita amanhã. Vamos ouvir os pareceres médicos e estudar a possibilidade de removê-lo pra UTI de um hospital com mais recursos. Isso não era possível nos primeiros dias.

É o que tenho pra informar no momento. Continuamos com muita fé, unidos em torno do patriarca e da matriarca do clã Tuyama. O tempo passa com grande lentidão nesta cidade bonita e calorenta que fomos obrigados a conhecer bem por causa da tragédia. Encerro o relato de hoje pra trocar uma fralda de cocô do Bruno. A vida segue. Um grande abraço a todos vocês que estão conectados com a gente, por fone, internet e em pensamento.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Três dias depois do acidente, mais boas notícias

Um dia de cada vez, aí vamos nós. Ontem Nilza retirou a sonda que entrava pelo nariz e ia até o estômago. Também sentou pela primeira vez, voltou a tomar água e comeu as primeiras colheradas de sopa. Pela vontade dela, iria andar hoje, mas precisa esperar um pouco mais. O Carlos, meu cunhado, comenta: "Amanhã ela já vai pedir uma pimentinha".

Augusto também apresenta melhoras. Ontem Sonia segurou a mão dele e pediu que desse um sinal se estivesse ouvindo. Ele apertou a mão dela e derramou duas lágrimas. Quase não há mais secreção saindo dos pulmões. Os médicos devem avaliar hoje se retiram os drenos. Ele já consegue respirar sozinho, mas continua usando o respirador artificial para não se cansar. Teve um pouco de febre, mas já tá controlada. A UTI é bem equipada e oferece tudo o que um grande centro tem.

João e Ieda mais Ariana e o pequeno Diogo, amigos da família, estão aqui em Cáceres hoje. Eles viajavam de Porto Velho a SÃo Paulo e se encontraram por acaso ontem num posto de gasolina da estrada com Carlos e com Luimar, que iam em sentidos opostos - Carlos chegando a Cáceres, Luimar levando as crianças da Sonia pra Rolim de Moura. Os três carros pararam ao mesmo tempo no mesmo posto, coincidência impressionante. Estão no hotel conosco hoje. Diogo e Miguel fizeram amizade instantânea e já foram jogar cartas de Iugui-ô.

Mudamos pra um hotel no centro. O primeiro era um hotel pra viajantes de negócios, na beira de BR, a gente passava o dia vendo carretas passarem. Este, o Riviera Pantanal (65/ 3223-1177), é bem mais agradável, silencioso e com clima mais caseiro. Tem um pátio interno com plantas, piscina de adulto e de criança e fica perto de pracinhas onde podemos levar os meninos pra brincar.

Mais informações na seqüência.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Boas notícias de Cáceres

A idéia era dar um tempo no blog e só voltar quando tivesse boas notícias. Pois a pausa foi mais rápida do que pensei, fico feliz de voltar agora. Augusto e Nilza tiveram boa melhora hoje, se levarmos em conta o estado em que chegaram ao hospital. Ele continua em coma, mas já move as pernas e não está mais tomando medicamento pra controlar a pressão. O ultrassom constatou que não houve fratura de bacia nem lesões em outros órgãos além do pulmão. O sangramento na bexiga parou e a urina é normal. Hoje de manhã, quando a Ana falou com ele, os batimentos cardíacos se aceleraram. Os pulmões estão praticamente sem secreção e os drenos devem ser retirados amanhã. Agora é esperar que o organismo continue reagindo e ele saia do coma. O japonês é muito forte, tenho certeza que vai vencer essa, porque é daquelas pessoas raras que sabem o valor da vida.

Sonia, Neto e as crianças chegaram hoje de São Paulo - pegaram um avião até Cuiabá e um táxi pra cá. Nilza está numa enfermaria, consciente e em recuperação. Ainda sente dores do pós-operatório e tem movimentos limitados na cama - se alguma leitora já fez cesária, pode imaginar ligeiramente o que é uma cirurgia no intestino. Passa boa parte do tempo descansando, mas já troca umas palavras com a gente. Eu a visitei agora à tarde, junto com os outros dois genros, Luimar e Neto. Contamos umas piadas e ela achou graça com os olhos, disse que não podia rir. Laura e Ana estão se alternando como acompanhantes, sempre tem alguma delas por perto.

O negócio é o seguinte: viver um dia de cada vez. A gente só se dá conta disso em situações extremas. O dia de hoje está ganho. Essas pequenas vitórias vão consolidar as de amanhã e depois. Enquanto aguardamos e damos apoio a eles, vamos distraindo as crianças e nos distraindo pelas ruas e praças de Cáceres, pra levar energia boa a eles dois no hospital. Ontem Miguel brincou na cama elástica da praça do cais, Bruno ganhou uma bola inflável com um guizo dentro e jantamos iscas de jacaré (tem gosto de peixe e textura de galinha; não é ruim, mas nada especial). Hoje almoçamos pintado e pacu à brasileira no restaurante flutuante do rio Paraguai, apreciando a lindeza do Pantanal.

O clima em Cáceres é quente e bem úmido, lembra muito a minha infância em Manaus. Ontem passou o dia chovendo, mas sempre com intervalos de sol fortíssimo, que fazia secar toda a água. A gente tem a impressão que tá evaporando também. Hoje fez sol com nuvens - cúmulos enormes, flocudos, se amontoando no céu até o próximo pé d'água. O rio Paraguai tá começando e encher, dizem que fica lindo agora na estação das chuvas.

Prefiro não entrar em detalhes sobre o acidente agora, nem sobre o pesadelo que passei acompanhando a remoção deles em duas ambulâncias - uma quebrou no caminho - por 250 km até Cáceres. Digo só o seguinte: meu sogro é macaco velho de estrada há décadas; tem mais histórias pra contar de suas andanças amazônicas que as de todos os aventureiros que conheço. Eles dois estavam viajando por terra porque amam fazer isso. Quem ama o que faz às vezes paga o preço, pois não se pode evitar o que era pra ser. Mas nunca eles vão passar pela frustração de terem sonhado sem fazer.

Em nome da família, agradeço de coração as dezenas de telefonemas e mensagens de solidariedade que estão chegando de vários lugares do Brasil e de outros países. Um recado especial às sobrinhas Camila e Amanda, de Rondônia: enxuguem as lágrimas que agora é hora de ficar alegre com as pequenas conquistas de cada dia. Digam aos pequenos que o vô e a vó estão vencendo a batalha aqui. Se quiserem mandar algum recadinho, digam que eu transmito assim que puder. A vó já pode responder. O coração do vô certamente vai bater mais forte de novo. Daqui a pouco ele vai tar contando piadas pra gente. Beijos. Mais informações no próximo boletim.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Dia 4: Acidente

Peço licença aos leitores pra dar uma notícia inesperada aos amigos e parentes. Ontem no final da tarde, meus sogros Augusto e Nilza, que viajavam conosco de SC a Rondônia, sofreram um acidente na estrada em Mato Grosso. O estado dos dois é grave, mas estável. A camioneta deles foi atingida na lateral por uma carreta quando cruzava a BR para entrar no município de Pontes e Lacerda, onde os aguardávamos para o descanso do final do dia. Vimos tudo a 300 m de distância. Como não havia recursos na cidade, eu os acompanhei na remoção por ambulância até Cáceres, 250 km mais ao sul.

Nilza foi operada de uma hemorragia intestinal e está consciente, fora de perigo. Augusto está em coma na UTI. Fraturou ambas as bacias, teve hemorragia na bexiga e está sedado, com drenos nos pulmões para retirar secreção. A tomografia indica que não houve dano neurológico, o que é um bom indício. Estamos num hotel em Cáceres, junto com outras pessoas da família, dando todo o apoio possível. Eles estão recebendo excelente atendimento médico no Hospital Regional. Esperamos que se recuperem rápido e que, daqui a um tempo, a gente possa conversar sobre o dia de ontem como apenas um grande susto do destino.

Encerro aqui o diário de viagem. Nem sempre a vida é como a gente planeja - aliás, nunca. Dou também uma pausa neste blog, por motivos mais que compreensíveis. Espero retomar o quanto antes com boas notícias sobre a recuperação deles. Um abraço a todos e fiquem bem.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Dia 3: Campo Grande-Rondonópolis

Chegamos ontem no fim da tarde a Rondonópolis, a primeira cidade grande de Mato Grosso. Até agora são 2.208 km percorridos. Saímos 'a noite pra jantar (pintado, peixe da região), tomar sorvete e passear na pracinha, que tá com uma linda decoração de Natal. Miguel deu uma volta no carro de papai noel, puxado por "renas" de brinquedo. Ele sacou logo que era um fusca disfarçado.
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No MS fizemos uma parada de algumas horas em Rio Verde de Mato Grosso pra eu resolver um lance no cartório e enviar umas cartas. O correio fechava 'as 11, mas o funcionário me quebrou o galho e abriu cinco minutos depois. Falei que vínhamos de SC e ele se entusiasmou, contou sobre as atrações da cidade e até me levou pra salinha oonde os colegas trabalham nos fundos, pra me mostrar fotos que tinha tirado de umas cachoeiras. Visitamos Sete Quedas, um lugar lindo na beirada do Pantanal, e tomei banho de rio com Miguel e Bruno. Quando Laura tinha nove anos de idade, parou no mesmo lugar durante a mudança de SP pra Rondônia. Antes era tudo selvagem, agora tá organizado, com churrasqueiras e placas proibindo birita. Continua lindo, mas pra ela não é a mesma coisa.
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Um mar de soja pelo caminho. E uma estrada reta a perder de vista. O céu do Centro-Oeste é lindo e o pôr-do-sol, de cartão postal.
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A estrada fica sensivelmente pior quando entramos em Mato Grosso. Mas nada que comprometa demais. É que o tráfego de caminhões é intenso e isso desgasta o asfalto.
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Devemos almoçar em Cuiabá hoje. Augusto e Nilza estão por lá consertando umas coisinhas na camioneta e vamos nos encontrar. Este trecho, subindo a serra, deve ser dos mais chatinhos de toda a viagem. Se tudo andar como o previsto, entramos em Rondônia hoje à noite.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Dia 2: Ourinhos (SP)-Campo Grande

Já não se fazem mais hotéis de beira de estrada como antigamente. Este aqui, na rótula que fica na saída de Campo Grande pro norte, também tem wireless nos quartos. Sou obrigado a continuar meu diário :)
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Almoço em Lins. Bacalhau num restaurante a quilo. Cidade bonitinha, com ar de prosperidade, cercada de um mar de cana-de-açúcar.
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Como tem penitenciária no oeste de São Paulo! Dar carona aqui deve ser atividade de alto risco.
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Estradas muito boas em SP, muitas duplicadas. Mas os pedágios são frequentes e salgados.
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Placa depois da divisa: "Bem-vindo a Mato Grosso do Sul. Aqui não cobramos pedágio".
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Uma hora a menos aqui. O MS também tá com horário de verão e já tem normalmente o fuso GMT -4. Em Rondônia serão duas horas a menos. Vou aproveitar pra dormir mais.
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Bruno não vomitou hoje, mas continua com o intestino solto. Pra compensar, Miguel tá co intestino preso. Mas os dois estão adorando a viagem. Fora o estresse normal de ficarem tempo demais dentro do carro, estão de parabéns essas quiança.
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Já são 1.640 km percorridos. Pela última média que calculei, o Clio tá fazendo 16,5 km/l de gasolina. Com o ar-condicionado ligado quase o tempo todo. Calor africano esses dias. Carrinho nota dez, o motor 1.6 de 16 válvulas dá confiança total nas ultrapassagens.
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Já vimos um caminhão tombado na estrada e um carro capotado, ambos no interior de SP. No mais, tudo tranquilo. Alguns imbecis dirigindo, mas nada que tire a nossa alegria. Estar na estrada é bom demais!
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Miguel hoje no hotel, depois de mais de 800km na estrada:
- Pai, hoje nós vamos dormir dentro do carro?
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Vida de navegador não é moleza, Tem que olhar o mapa pro piloto e ainda servir de comissário de bordo, tipo essas da Gol, que servem o copinho pela metade pra não derramar.
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Trilha de hoje foi bem variada: Bob Marley, Gregory Isaacs, Odair José, Uatki (bom pra acalmar na hora da estressada dos minino), Jimi Hendrix, The Doors, Franz Ferdinand... No DVD, um filme de Jimmy Neutron já rolou mais de dez vezes (desde a semana anterior à viagem). E Alice no País das Maravilhas estreou hoje.
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O melhor do Guia 4 Rodas 2008 é o mapa atualizado indicando as estradas ruins a evitar. Mas o guia em si não foi muito prático até agora. Em Ourinhos descolamos hotel perguntando num posto de gasolina. Bom e barato, 70 paus a diária pra casal, os dois minino grátis. Aqui em Campo Grande o preço também é esse. Limpinho, honesto e com wireless. Acho que o Guia não foi feito pra viajantes ultra-econômicos e sem frescuras feito a gente.
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É lindo o ocaso no MS. A gente estranha um pouco a planura sem fim, a falta de montanhas. E os bois que não acabam mais. Uma das apostas de viagem é encontrar um boi que não seja branco. Quem vir um primeiro, ganha.
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Cansadaço. Eu nem precisava da caipirinha de vodca pra dormir feito uma pedra. Amanhã vamos ver uma cachoeira aí pela frente, depois conto mais. Fui!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Dia 1 - Floripa-Ourinhos (SP)

Escrevo de um hotel em Ourinhos, 817,5 km depois de zarpar da Ilha às 5h50 de hoje. Tou contrariando minha intenção de permanecer offline durante a viagem, mas não resisti à conexão wireless aqui do quarto.

Trilha da viagem hoje: Norah Jones, Adriana Calcanhoto (músicas infantis), Bach e aquele músico surfista de quem comentei há pouco. Um pouco de forró também: Falamansa.
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Bruno, vendo ovelhas na beira da estrada:
- Boi de mamão!
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Miguel, depois de um tempão dormindo:
- Há quantos dias a gente tá aqui no carro?
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Um acidente na entrada de Curitiba provocou engarrafamento monstro. Pegamos um atalho empoeirado em meio a araucárias e paisagem campestre.
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Pra fugir de um trecho ruim de estrada no Paraná, pegamos atalho por uma cidade chamada Ventania. Bela estrada, apesar das curvas perigosas.
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18h: Bruno fez um mega-cocô e cumpriu a parte dele: nos avisou. Depois da limpeza num banheiro imundo de posto de gasolina - era a opção disponível - ao chegarmos em Ourinhos ele vomitou. Amanhã cedo, enquanto tomarmos café, a lavanderia do hotel vai dar conta da capa da cadeirinha e das roupas sujas de hoje.
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Dica aos pais que viajam com os filhos pequenos: castanhas são maravilhosas, mas em excesso têm seus inconvenientes.
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Se mantivermos a média de 800 km /dia, em quatro dias chegamos a Rondônia. Mas isso - a média, os dias - não importa muito. Chegar é o que importa.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sem título

Pausa pra pegar a estrada

Cada maluco com seu jeito de descansar. A partir deste sábado vou atravessar o Brasil de carro com a família. São uns 3.000 km de estrada de Santa Catarina até Rondônia, cruzando Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Sem pressa, mas sem atravancar o trânsito. Certamente não vai faltar conexão banda larga pelo caminho, mas resolvi ser um cara offline por uns dias. No devido tempo as anotações do diário de bordo vêm pra cá. Aos que me devem alguns caraminguás, favor depositar assim que possível. Credores, não tenham pressa, a gente volta a conversar em 2008. Leitoras e leitores, amigas e amigos, irmãos, primos, sobrinhos e agregados, um ótimo Natal pra vocês!

DVeras Award 2007: mais premiados

Software: Gimp. Instalei há poucos dias esse poderoso programa gratuito de tratamento de imagens. Ainda tou patinando pra descobrir os comandos, mas a impressão é que ele não deixa a dever a nenhum fotoxopi. Menção honrosa 1: Google Docs. Usei muito este ano, tanto individualmente como fazendo edição compartilhada de textos e planilhas com colegas de trabalho. Menção honrosa 2: Twitter. Interatividade + concisão + ludismo.

Revista: piauí. Muito acima da média. Nem sempre consigo ler inteira antes da chegada do próximo número, mas é satisfação garantida. Menção honrosa 1: Galileu. Leio pouco, mas dia desses esbarrei em uma na sala de espera do dentista e ela me deixou ótima impressão. Menção honrosa 2: The New Yorker. Baita revista que eu só conhecia de nome.

Jornal: sem premiados. Sou leitor infiel de vários na internet, mas compro poucos em papel. Destes, os que mais me informam são, curiosamente, os tablóides populares e os jornais de bairro, que costumam trazer novidades não encontráveis na rede.

Viagem: Pousada Pasárgada, em Anitápolis, aqui pertinho de Floripa. Uma experiência única. Faz parte do projeto Acolhida da Colônia, que promove o turismo rural em casas de agricultores na serra catarinense. Recomendo pra quem quer ficar um tempo sem rádio e sem notícia das terra civilizada e se energizar com a força das nascentes da mata atlântica.

Gastronomia: Sou um ignorante em comida sofisticada, mas aprecio as artes da boa mesa. Este ano, o jantar mexicano feito pela Christiane Balbys pros amigos ficou com o destaque especial na minha memória gustativa e olfativa. Sem falar que jantar com amigos é sempre um grande aperitivo. Menções honrosas pro Restaurante Girassol, no Campeche, e pro mexidão mineiro da minha sogra Nilza.

Blog: a nova versão do +D1, renascido na forma de coletivo de blogs catarinenses, deu um impulso bacana à galera da terrinha. Tiro o chapéu pra iniciativa do Alexandre e do Rodrigo. Menção honrosa: Pensar enlouquece, pense nisso. O premiado Alexandre Inagaki nem precisaria de mais este elogio, mas merece. Um dos melhores textos da internet em português.

Fotografia: Tatiana Cardeal, especializada em fotografia social, dispensa comentários. Vá lá, confira e veja se eu exagero ou não.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

DVeras Awards 2007: cinema e literatura

O melhor filme que vi em 2007 foi O cheiro do ralo. Menções honrosas pros dois de Clint Eastwood sobre a guerra no Pacífico.

Difícil dizer qual foi o melhor livro, foram tantos bons. Um que me causou forte impressão foi Os vultos das torres, sobre a história do fundamentalismo islâmico.

Eu escaipeio, tu escaipeias

Ontem usei bastante o Skype da maneira que mais gosto: pra conversar com as pessoas amadas. Sem pressa, sem objetivo, sem qualquer utilidade prática que não fosse a convivência. Falei com meu irmão em São Paulo - que estreava no uso do programa -, com um amigo no RN, também novato, com a cunhada em Rondônia e com um amigo na Argentina. Fiz também umas conferências a três com essas pessoas e um monte de palhaçadas no vídeo. Tudo de micro pra micro, free.

No som do carro: Álbum Branco

Reouvindo com prazer o White Album dos Beatles, meu segundo preferido dos Fab Four, empatado com Rubber Soul (o primeiro é Seargent Pepper's Lonely Heart Club Band). O "Álbum Branco" - que na verdade se chama "The Beatles" - foi lançado em 1968 depois de um retiro da banda na Índia e oito meses de trabalho. Suas trinta músicas passeiam do rock ao soul, do reggae ao blues, do country ao pop, com pitadas experimentais. Minhas favoritas: O-bla-di-o-bla-da, Blackbird, Julia, Revolution 1 e Goodnight. Vamos ouvir muito esses dois discos nas rádios em 2008, quando completam quarenta anos.

Caixinha de surpresas

Paguei 12 dinheiros numa caixa organizadora de miudezas, tipo essas usadas por pescadores, com alguns escaninhos e gavetinhas. Grande aquisição! De certa forma, vai contribuir pro meu equilíbrio mental. O que vai pra caixa? O que fica de fora? O que vai pro lixo?

Som maneiro

Você já deve conhecer esse cara faz tempo, mas só agora este ignorante musical descobre o havaiano Jack Johnson. Bom!!!

De L.A. a Floripa é um pulinho

Depois de um tempão longe do Brasil, a moça do bambolê já está curtindo as férias na Ilha!

Livros pro verão

Duas novas aquisições no sebo da rua Deodoro:

O escândalo dos Wapshot, de John Cheever. Faço uma vaga idéia do que se trata, mas pelo que diz a orelha, ele nao é apenas um grande escritor; é um mestre, um homem que ama a palavra. Então deve ser boa companhia. O romance é um retrato da sociedade americana feito com "impiedade atenta e certo carinho". A ver.

Cai o pano, de Agatha Christie. O último caso do detetive Hercule Poirot. E talvez o melhor livro da rainha da ficção de mistério. O enredo é engenhoso e o final, dos mais surpreendentes (quem conhece um pouco de Shakespeare tem mais chances de adivinhar o desfecho). Releitura depois de mais de vinte anos.

Menino olhando a chuva pela janela



Esta imagem do Bruno é um eco da minha infância. É uma das minhas primeiras lembranças. Fascínio total com a água que cai do céu.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Um ilustre blogueiro do Irã

Olha só quem tá blogando, conta o NY Times:

http://www.ahmadinejad.ir

O líder iraniano diz dedicar 15 minutos por semana ao blog. Trecho:

To read or to write, that is the question!

In the Name of Almighty God-the All-Knowing, the Most Lovingly ‎Compassionate

Since my last post on the blog, a few months have passed. But this doesn't ‎mean that I have not been keeping my promise of spending fifteen minutes per week ‎on it. As a matter of fact, I have spent more than the allocated time on the blog. The ‎magnitude of the reception and acclamation from the viewers was beyond ‎expectations. So I had to decide how to spend the limited time that I have allocated ‎for the blog; should I write new notes or respect those viewers who kindly and ‎generously have shared their thoughts and opinions with me and sent messages and read ‎their numerous received messages. ‎

‎***‎

As you know, the purpose of running this blog is to have a direct and mutual ‎contact and communication with the viewers and even though I have received many ‎messages from the viewers to update the blog and write new notes, I preferred to write ‎less and spend more time on reading the viewers' messages – and not let this ‎communication tool become just a one-way medium.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

TV DV

Alguns vídeos de humor que clipei no youtube.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Áudios históricos ao alcance do clique

"Houston, we have a problem". Este áudio do astronauta da nave Apollo 13 é uma das peças da coleção de sons históricos em mp3 disponíveis em The Free Information Society. Tem também Lênin, Gandhi, Fidel, Che, Thomas Edison, Goering, Roosevelt, Stalin, Truman, Geoge Bush pai e filho, Timothy Leary e muito mais. Encontrei enquanto navegava atrás de outras coisas.

Vai um cafezinho aí?

Os autonautas da cosmopista

Li faz tempo e gostei muito de Os autonautas da cosmopista. Julio Cortázar e Carol Dunlop passaram um mês viajando em um carro-casa pela rodovia Paris-Marselha, que pode ser percorrida em cinco horas. "A estrada deixa de ser um percurso para tornar-se o destino da viagem", diz a sinopse da Editora Brasiliense. Esse é o meu tipo de viagem - guardadas as proporções pras distâncias enormes do Brasil. E a contagem regressiva já começou.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A vida por um triz


Está aberta a temporada de caça aos passarinhos na primavera-quase-verão 2007. Agora há pouco o Branquito abocanhou um pardalzinho. Conseguimos salvá-lo jogando água na cabeça do gato, mas o bichim voador perdeu sangue e algumas penas do rabo. Agora não consegue mais decolar e tá encolhido dentro de uma caixa de sapatos. O gato p&b, alheio ao drama humano para salvar um bichinho fofo (não faríamos isso por um ratinho, pode apostar), está deitado em nossa cama se lambendo tranquilamente, à espera de melhores oportunidades.

p.s. 22h50: E não é que a chance surgiu? Num vacilo nosso, o gato subiu na mesa, pegou o passarinho dentro da caixa e... dessa vez cheguei tarde.

Cordão verde e amarelo

A vida segue e os meninos não param de crescer. Ontem Miguel foi à sua primeira "festa do pijama", na casa de um colega de escola. Nós pegamos à meia-noite. Hoje participou do segundo Gingado do ABC e recebeu seu novo cordão da capoeira, agora verde e amarelo.

Partidas: Alcides Faganello

Morreu hoje às 14 horas, no hospital de Concórdia, Alcides Faganello, pai do amigo cineasta Chico Faganello. Tive a honra de jantar várias vezes em Seara na casa dele e de dona Teresinha, durante as gravações de um documentário que estamos fazendo. Vou sentir falta da suas conversas bem-humoradas e inteligentes, regadas a vinho branco e massa caseira em torno do fogão a lenha da cozinha. Seu Alcides era um homem generoso e querido por todos. Vai deixar muita saudade.

Nelson Motta na Folha de sexta

Metamorfose ou ouro de tolo?

SALVADOR - Quem diria, o anárquico fanfarrão Raulzito virou lição de filosofia política na boca do presidente da República, que sempre tem opinião formada e categórica sobre tudo. Seria um grande desgosto para ele ouvir a sua libertária "Metamorfose ambulante" a serviço da CPMF e das mudanças de opinião de quem, na luta pelo poder, fez de tudo para passar de pedra a vidraça.
Raul cantava a liberdade da dúvida e da contradição, da inteligência em movimento, em plena ditadura militar, quando a opinião só podia ser radical e estática: contra ou a favor. A ditadura proibia as opiniões contrárias; a oposição proibia mudar de opinião, sob a suspeita de estar servindo à direita ou para levar vantagem pessoal, como sempre.
A esquerda nacionalista sempre desprezou o "americanizado" Raul Seixas: ele era incontrolável, individualista e anárquico, detestava partidos, igrejas, instituições, torcidas, escolas e blocos. E certezas. Mas driblava a censura e ridicularizava os sonhos de felicidade da classe média governista, no "milagre brasileiro" dos anos de chumbo, com "Ouro de tolo", aquela que diz: "eu devia estar contente /porque tenho um emprego, /sou um dito cidadão respeitável/...
O baiano Raul, auto-intitulado "um magro abusado", desempenhou com grande coragem, independência e custo pessoal o papel de mosca na sopa dos que têm opinião formada sobre tudo, de esquerda, de direita e de centro, e debochava dos que pensam por slogans e palavras de ordem e mudam de opinião de acordo com os interesses de suas causas, chefes e bolsos.
Quem diria que as palavras de Raul serviriam para legitimar algumas das coisas que ele mais abominava. Coitado, virou camiseta de Che Guevara. O magro abusado não merecia esse abuso.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Crazy Frog Bros, 15 anos depois



O primeiro vídeo está aqui.

Brunitezas: isso aí não é de comer

O Bruno (1 ano, 8 meses e 3 dias), me olhando enquanto eu passava o fio dental:

- Papai tá comendo caca!

Uma proposta de parceria

O blog todoscomsaude.blogspot.com propôs parceria com DVeras em Rede e com vários outros blogs catarinenses. Até já me linkou. Agradeço a gentileza, mas li sua política de parcerias e, apesar de não ter nenhum reparo ético a ela, vejo que não me encaixo. O motivo é simples: DVeras em Rede não tem finalidade comercial nem cria conteúdo pra vender produtos. Aliás, como regra geral desta casa, não me imponho qualquer obrigação de trocar links ou banners com quem quer que seja. A popularidade e os rankings de acesso têm pouca relevância no que faço aqui. Boa sorte em seu projeto, siga em paz e com saúde. Se as pessoas gostarem de seu conteúdo, os links virão naturalmente, sem que seja preciso qualquer política formal de reciprocidade.

p.s.: Alexandre Gonçalves, Rodrigo Lóssio e Dora Garrido, comparsas no +D1, escreveram sobre a mesma coisa, e bem melhor do que eu.

Retoques

Pequenas mudanças no template. Uma linha horizontal curta no fim da página, antes da licença Creative Commons; aumento na entrelinha - afinal, as entrelinhas são o que há de melhor neste blog; aumento no maior corpo e redução no menor corpo da nuvem de tags. A linha minimalista permanece sem grandes alterações, conforme a lei do menor esforço.

Bela música, linda letra

Força Estranha

Composição: Caetano Veloso

Eu vi um menino correndo
eu vi o tempo brincando ao redor
do caminho daquele menino,
eu pus os meus pés no riacho.
E acho que nunca os tirei.
O sol ainda brilha na estrada que eu nunca passei.
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga.
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou.
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
o tempo não pára no entanto ele nunca envelhece.
Aquele que conhece o jogo, o jogo das coisas que são.
É o sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão.
Eu vi muitos homens brigando. Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta,
é a coisa mais certa de todas as coisas.
Não vale um caminho sob o sol.
É o sol sobre a estrada, é o sol sobre a estrada, é o sol.
Por isso uma força me leva a cantar,
por isso essa força estranha no ar.
Por isso é que eu canto, não posso parar.
Por isso essa voz tamanha.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Surpresa na valsa de casamento


Este também está na lista dos 10 vídeos mais engraçados do youtube. É uma bela reversão de expectativas.

Crazy Frog Bros


Este faz parte da lista dos dez vídeos mais engraçados do youtube segundo zenhabits. O garoto que aparece no fundo é um humorista nato.

Livros, filmes e amnésia controlada

Do Inagaki, inspirado:

(...) Gostaria de sofrer de uma amnésia controlada, que me fizesse esquecer de certos livros e filmes. Algum artifício prodigioso, que me permitisse assistir a Casablanca sem saber o que vai acontecer no final. Ou ler Cem Anos de Solidão e me deslumbrar da mesma maneira que da primeira vez. Ou gargalhar com uma gag dos Irmãos Marx ou de Woody Allen com prazer sempre renovado. Ou ser surpreendido, punch no estômago, com o assassinato no chuveiro de Psicose, a revelação da identidade de Keyser Soze em Os Suspeitos, o turning point em Um Corpo que Cai. Que me permitisse sentir novamente o orgasmo literário de quando li pela primeira vez O Jogo da Amarelinha de Cortázar, romance que me obrigou a soltar um impropério escandaloso no meio da biblioteca do Bandeirantes: "- Porra, quero escrever que nem esse filho da puta!".

O que escrevi aqui sobre/inspirado por Cortázar.

Três chargistas censurados e demitidos no RS


A charge acima, feita esta semana por Santiago, foi censurada pela direção do Jornal do Commércio, de Porto Alegre, que em seguida demitiu o chargista e outros dois com quem alternava o espaço: Kayser - que também teve um trabalho censurado - e Moa. No caso de Santiago, a justificativa foi dada por telefone. "Você não pode fazer um desenho sobre o lucro, porque nós não somos contra o lucro". O artista comenta: "O jornal é quase um órgão oficial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul". Mais informações no blog dos quadrinhos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

De Bach em Bach

Ouvindo: Sonata for viola and harpsichord no. 1, de Bach. Se Deus tem voz, deve ser parecida com os sons que esse cara criou. Nesse saite aí tem mais.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Mio & Mao



Do túnel do tempo, uma animação de massinha que vi muito na infância.

Sonho de infância

Meu pai para um garoto de seis anos:
- O que você quer ser quando crescer, filho?
- Aposentado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Países

O portal do IBGE acaba de lançar o saite Países@, preciosa fonte de pesquisa sobre dados geográficos, econômicos, ambientais e sociais dos países do mundo. Dá pra verificar, por exemplo, os objetivos do milênio, a expectativa de vida, o número de telefones e computadores por habitante e muito mais. O saite complementa os excelentes Cidades@ e Estados@.

Santa Cultura

No dia 7 às 19h30, no Centro Integrado de Cultura, Katia Klock e Fernando Lindote lançam o projeto de documentação da arte contemporânea Santa Cultura. O primeiro DVD da série é Gesto e Linha, que aborda a trajetória de 15 artistas plásticos com atuação nos últimos 40 anos nas mais diversas expressões: artes visuais, cênicas, audiovisual, música e literatura. A exposição audiovisual fica até dia 14 no hall do CIC. A produção é da Contraponto.

Exposição de fotos de iatismo

Iatismo em fotos de Sérgio Vignes mostra fotos produzidas em janeiro e fevereiro deste ano no décimo-oitavo Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina. De 3 a 31 de dezembro no Restaurante Central, horário de almoço - avenida Osmar Cunha, centro, Floripa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dois dias em Sampa


Amanhecer em Sampa. Foto DVeras com celular Nokia.

Viagem bate-volta a São Paulo. Tempo suficiente pra rever compadre Antônio e comadre Sônia + alguns colegas e amigos, participar de uma conferência no Largo do Arouche, gravar um depoimento em vídeo, exercitar meu portunhol com gente do Uruguai, Peru e Panamá, andar de metrô, conversar com motoristas de táxi, bater perna na Santa Ifigênia e arredores, perder várias partidas de sinuca pro mano Leo, ver na tevê o Curintia perder pro Vasco - na casa de um corintiano, o sobrinho Juan - e tirar umas fotos do amanhecer com o celular. Não sobrou tempo pra visitar os sebos. Nem foi ainda dessa vez que conheci o Museu da Língua Portuguesa...

p.s.: Falar em portunhol, a Folha de ontem trouxe uma matéria interessante sobre um movimento literário que está fazendo experimentações com essa língua de fronteira.

domingo, 25 de novembro de 2007

Ano de mudanças

Informo aos parceiros e clientes que desde 1º de novembro não faço mais parte da equipe do Instituto Observatório Social. É uma "separação amigável", em que tomei a iniciativa de sair da minha zona de conforto pra enxergar outros horizontes. Foram cinco anos e um mês de aprendizado intenso sobre os direitos fundamentais dos trabalhadores e sobre como funcionam as multinacionais. Por meio do IOS fiz grandes amigos e conheci ativistas extraordinários em direitos humanos. Também vivi situações especiais que me ajudaram a compreender melhor o Brasil.

Como vou esquecer daquela noite de lua e fogueiras numa comunidade quilombola em Alcântara, Maranhão, onde o ritmo ancestral do tambor de crioula me hipnotizou? Das complexas negociações de acordos coletivos com empresas multinacionais? Da comunidade do conjunto Palmeira, em Fortaleza, usando o dinheiro "palma" em um projeto inovador de economia solidária? Das conversas com plantadores de café no Espírito Santo, com cortadores de cana no interior de São Paulo, com crianças em uma escola de circo na periferia de Recife?

Em duas décadas na profissão, o IOS foi o lugar onde mais tive liberdade de exercer o jornalismo com plenitude (eu ia escrever "jornalismo investigativo", mas é quase uma redundância). E o melhor, com uma equipe azeitada e bem-humorada - as gargalhadas eram nosso antídoto contra o estresse. Os frutos vieram: em apenas 11 números de existência, a revista do IOS foi reconhecida com um prêmio Esso e duas menções honrosas no prêmio Herzog de direitos humanos. É possível, sim, fazer bom jornalismo com pouca grana e fora da grande mídia.

Quando eu disse tchau pros colegas, comparei minha saída com o momento em que se deixa a casa da família. Por um lado fica aquele aperto no coração, a saudade e lembranças do bem vivido. Por outro, entro num estado de excitação criativa pelo que vem. Vou continuar prestando consultoria e serviços eventuais ao IOS. Mas também é hora de meter a mão em outras mídias, xeretar novos ambientes e temas, cavoucar na terra preta do quintal, pegar a estrada. Obrigado, amigos e amigas, pela convivência.

Pesquisa e Ação Sindical

De terça 27 a quinta 29 realiza-se em São Paulo a 7ª Conferência Internacional Pesquisa e Ação Sindical. Este ano o tema é "Perspectivas do mundo do trabalho e os 10 anos do Observatório Social". Constam da programação as seguintes mesas de debate:

  • Os direitos fundamentais do trabalho: 10 anos de Ação e Pesquisa – 10 anos do Observatório Social
  • Multinacionais e Meio Ambiente;
  • Ascensão da China e os impactos sobre a América Latina: uma perspectiva dos movimentos sociais;
  • A cadeia produtiva do alumínio no Norte do Brasil;
  • Responsabilidade Social Empresarial na cadeia produtiva do alumínio;
  • Trabalho decente em tempos de globalização: Antigas questões, novas respostas;
  • Ainda existe trabalho escravo no Brasil? Por quê?



O "pano de fundo" é a parede da sala de casa.

Educação e cibercultura

Uma dica pra quem estiver em São Paulo nesta terça 27: às 17h, no auditório Caio Prado da PUC, o professor Marco Silva faz a palestra "Educação e cibercultura". Ele fala da obsolescência da “pedagogia da transmissão” na escola e na universidade e de soluções para que os professores enfrentem o desafio comunicacional da cibercultura. Quem promove é o TIDD - Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Novas pérolas do Enem

Recebi por e-mail essas pérolas atribuídas aos estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio 2007 e passo adiante. Não garanto a autenticidade nem me responsabilizo por dores de barriga de riso.

  • O número de famigerados do MST almenta a cada ano seletivo.
  • Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola.
  • Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar.
  • O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba.
  • Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos.
  • Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana
  • Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia.
  • O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro.
  • A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.
  • Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam.
  • Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.
  • No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando.
  • Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu.
  • A capital da Argentina é Buenos Dias.
  • A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão.
  • As aves tem na boca um dente chamado bico.
  • A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.
  • Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos.
  • Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs.
  • Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais.
  • O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro.
  • A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
  • O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes
  • Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas.
  • As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas.
  • Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central.
  • As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet.
  • A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly.
  • O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar.
  • A devassa da Inconfidência Mineira foi Marília de Dirceu, a amante de Tiradentes.
  • Hormônios são células sexuais dos homens masculinos.
  • Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba.
  • Onde nasce o sol é o nacente , onde desce é o decente.
  • A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai? Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece?

Coisas de Regininha

O povão pediu e ela atendeu. Regininha Carvalho acaba de lançar seu blog. Que venham letrinhas em abundância, para felicidade dos leitores.

O mato do tigre e o campo do gato

Celso Martins lança hoje seu novo livro, O mato do tigre e o campo do gato, sobre a primeira batalha da Guerra do Contestado, um dos conflitos mais desconhecidos da história do Brasil. Ele aproveita pra comemorar o aniversário com os amigos. A partir das 20h no Bar e Armazém Sambaqui, em Floripa.

Nuvem de tags

Ligeiros retoques no blog. Com a ajuda dos códigos de phydeaux3, transformei a lista de tags numa nuvem de tags.

Cheiros e cores do Caribe

A jornalista Ana Cláudia Menezes, ex-colega de faculdade na UFSC, está morando na Costa Rica, onde faz mestrado na Universidad para a Paz, um projeto autônomo criado em 1980 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. As pesquisas de Ana estão relacionadas a migrações e refugiados, o que tem levado ao contato com muita gente e histórias interessantes. No blog Estrangeira, escrito em inglês, ela conta um pouco das suas impressões sobre o cotidiano. Este post é de 31 de outubro:

There are also the smells and colors of the Caribean. Oh, yes, they are different. The colors, for example, I would compare with "chitão", a hard fabric from Brazil that mix strong colors such as blue, yellow, green, and red. It is almost composed of flowers, huge flowers. So, that is the Caribean. Chitão, considered a popular fabric, worn by countryside ladies, became now fashionable and it is a must in the wardrobe of famous clothing designers and home decorators. The smell comes from the sea and from the pots in the kitchens, cooking fish with coconut milk, the traditional Caribean sauce.

p.s.: Daqui a pouco a Ana Cláudia vai encontrar a Silvia e o Eumano, que estão mochilando pela América Latina há vários meses. Mundo pequeno!

Cem coisas

Estou escrevendo uma lista das cem coisas que gostaria de fazer antes de subir no telhado. Já tenho mais de setenta. A primeira é: "Ir à praia com meus bisnetos".

'Incensibilidade' materna

A Adri Canan me contou agora essa do Heron, sete anos, filho da Cris Cardoso:

- Mãe cadê o incenso, que eu quero acender um.
- Acabou Heron.
- Sua "incensível"!

Chegadas: Valentina Hoffmann

Uma bela notícia direto do sul da Alemanha pra alegrar o dia:

Queridos amigos do papai Geraldo no Brasil,

Meu nome é Valentina e eu nasci em 21 de novembro, às 12h12min. Já tenho 47 cm de altura - pois é, não é muito, dirão vocês, mas esperem. E eu peso 2.440 g - bota peso nisso!

Eu estou muito bem, e o mesmo posso dizer da mamãe Simone e do papai Geraldo. Estamos totalmente felizes em sermos uma pequena família.

Alegro-me, desde já, em poder conhecê-los em minha primeira viagem ao Brasil. Vou ver se venho antes que as companhias aéreas inventem cobrar passagem de mim.

Muitas lembranças de Eichstätt!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Quinta-feira, dia de ler crônicas nos jornais de SC

Sou um ex-leitor assíduo de jornal. Pode parecer estranho ouvir isso de um jornalista, mas o fato é que hoje me informo basicamente via internet. Não só pela facilidade de acesso (o leitor de RSS é uma mão na roda) e variedade de fontes, como pra fugir da banalidade dos impressos - com todo o respeito aos colegas que labutam no jornalismo diário, o que fiz por longos dez anos.

Meu hábito se transformou depois que comecei a ter repetidas experiências de frustração ao comprar jornais impressos. Em geral, lia notícias requentadas do dia anterior. E ficava com a sensação de ter sido logrado, embora permanecesse o prazer inimitável de folhear aquelas árvores mortas cobertas de tinta. Também pela superficialidade da maioria das pautas, executadas às pressas e com base na reprodução de declarações de fontes com suposta autoridade. A exceção são os jornais de domingo, que têm qualidade melhor por serem feitos com matérias especiais, trabalhadas com mais tempo e espírito crítico. Passei a dedicar mais tempo aos livros e à internet, acho que foi um bom negócio.

Pois bem, todo esse "nariz-de-cera" foi pra dizer que estou considerando abrir uma outra exceção e comprar jornais nas quintas-feiras. É que agora vamos ter as crônicas de Regina Carvalho - minha ex-professora na UFSC - e de Felipe Lenhart, comparsa no coletivo de blogs +D1. Regininha estreou coluna no caderno Anexo, de A Notícia, e Felipe vai cobrir as férias do colunista Maicon Tenfen no caderno Variedades do Diário Catarinense. Quem já conhece os textos deles sabe que não exagero: é qualidade garantida e muita inspiração em um gênero que, por ser "ligeiro", é às erroneamente confundido com fácil. Boa leitura!

p.s.: Essa é do frasista Zé Dassilva, num papo sobre o fim dos jornais:

Numa coisa acho que iremos concordar: antes de embrulhar peixe, todo jornal serve pra embrulhar leitor.

Miguelices: a espuma dos dias

A caminho da escola na garupa da bicicleta, debaixo do sol da uma e meia da tarde, Miguel me vem com essa:

- Pai, por que os dias são infinitos quando a gente tá vivo?

Respostas para a redação.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Uma proposta de modelo para a TV Digital

Fernando Crócomo, professor do curso de Jornalismo da UFSC, lança nesta quinta 22 o livro TV Digital e Produção Interativa – A Comunidade Manda Notícias. A grande questão abordada pelo livro é a abertura de interessantes perspectivas de inclusão digital por meio da interatividade. Diz o rilise da Editora da UFSC:

(...) Fruto de um doutorado em Engenharia de Produção na UFSC, na área de Mídia e Conhecimento, o livro de Crocomo apresenta um modelo para produção e envio de vídeos que permite ao telespectador ou sua comunidade participarem da programação de uma emissora de TV. O modelo faz uma associação entre o uso de equipamentos de alta tecnologia e a produção de conteúdo de interesse da comunidade. Também aborda a capacitação técnica e novas formas de expressão comunitárias, que podem ser aproveitadas quando a TV digital efetivamente estiver ao alcance da maioria – o que não acontecerá tão cedo. (...) (+)
O lançamento é às 19h30, na Pizzaria San Francesco (avenida Hercílio Luz, 1131), em Floripa.

p.s.: Fernando é uma das primeiras pessoas que conheci quando cheguei em Floripa em 1986. Boas recordações de nossos papos em sua casinha com rede na varanda no Morro das Pedras. Faz tempão que não nos vemos, mas só tenho coisas boas pra dizer dele. Estou curioso pra ler.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Floripa Adventure


Fim de tarde nas dunas da Joaquina e praias
do Leste de Floripa. Foto: Rogério Mosimann.


O amigo e parceiro Rogério Mosimann acaba de reativar um projeto antigo, que estava na gaveta por conta de compromissos acadêmicos: o Floripa Adventure, espaço virtual com informações sobre turismo, aventura e meio ambiente. Nesse blog ele alia a experiência de jornalista antenado com a adquirida no tempo em que trabalhou como operador de turismo de aventura. O resultado é um guia de qualidade, com informações sobre temas bem variados. A semente do Floripa Adventure surgiu em 2000 no Rio, quando Rogério e eu desenvolvemos um projeto chamado Guru de Viagem. Na época a idéia não decolou, mas sua semente ficou incubada por um tempo e agora está aí, um ixpetáculo. Tenho pequena participação com alguns textos da época do Guru e depois em parcerias com Rogério para publicações turísticas da editora Letras Brasileiras. Boa navegada! Se gostar, passe o link adiante pros amigos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Pra onde estão indo os pára-quedistas do Google

Nos últimos trinta dias o post O que eu vi em Tropa de Elite passou a ser o mais acessado neste blog, desbancando Maria Rita nua, que muitos desavisados visitam buscando fotos desinibidas da filha de Elis - na verdade é um comentário sobre reportagem de Emerson Gasperin com este título para a revista Bizz em dezembro de 2005. Será que o capitão Nascimento excita mais que mulher pelada? Em terceiro lugar está o post Os dez lugares mais poluídos do mundo, com uma lista que resume reportagem publicada pela revista Scientific American Brasil.

Blog da vez: unclutterer.com

O blog unclutterer é um bom incentivo pra arrumar a mesa de trabalho, o guarda-roupas, as gavetas, os discos etc. Unclutter quer dizer "se livrar das obstruções". Imagino que também beneficia a cabeça. Os caras trazem ótimos exemplos de como a vida pode ser mais simples. Gostei das fotos de escritórios domésticos bem bolados e arrumadinhos (será que esse pessoal tem filhos?). Cheguei ao blog através do ótimo Zen Habits.

A propósito, uma perguntinha-enquete: você já precisou comprar alguma coisa duas vezes porque, mesmo tendo o objeto em casa, não conseguia mais encontrar? Eu já. É longo o caminho da evolução humana ;)

sábado, 17 de novembro de 2007

Mais trocadilhos infames

- Me ajuda a vender caqui? Acabou caqui, 50 reais.

- Achei um tucano, vamos levar no Ibama? Você vai na frente que eu vou cutucano atrás.

Chegadas: Helena

Mais um rebento no time dos casais de jornalistas. Nasceu no dia 12 de novembro - mesmo dia do aniversário do Miguel - a Helena, filha da Jeana e do Karam. Bem-vinda!!

Olhando pra casa


Olhando pra casa, originally uploaded by dveras.

O tempo neste feriadão tá bem diferente: friozinho e chuvoso. Mas quem sabe abre um céu azul como o da foto...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Blog da vez: Conversas Furtadas

Conversas Furtadas é um blog coletivo com fragmentos de diálogos ouvidos por aí (cheguei via Inagaki). E como ladrão que furta de ladrão tem cem anos de perdão, peguei algumas:

— Acho que vai começar a chover. Lá fora já tá chovendo.
Enviado por Simone Campos. 20.04.07

— Ele joga bem igual à irmã dele...
— Deve ser genital.

Enviado por Vanessa di Mauro. 16.04.2007

— Qual teu nome?
— Juremir, por quê?
— Tua braguilha...
— Que que tem?
— Tá aberta!
— Eu sei.

Enviado por Henrique Kubinski. 19.05.2006

— Moço, isso aqui é salmão?
— Não, é lingüiça de frango.

Enviado por Rafael Arruda. 19.12.2005

— E esse shake é bom mesmo?
— É, sim! É rico em vitaminas, nutreínas e sais minerais.

Enviado por Marina Liberato. 19.10.2005

(no shopping)
— Por favor moça, que piso é esse?
— Hmm... Acho que é mármore.

Enviado por Tuco. 10.05.2005

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Biojóias do cerrado

A amiga Adriane Adratt, catarina que mora em Brasília, acaba de inaugurar uma "loxinha" virtual pra vender suas biojóias. O maridão Botelho, assessor para assuntos aleatórios deste blog no planalto central, torce pro negócio decolar, pra ele passar o dia jogando conversa fora no circuito Coloninha-Senadinho-Bar do Arante:

Tu não sabe as histórias de cada peça. Vou escrever um livro. É pedra de Cristalina-GO, capim dourado do Jalapão-TO, açaí da Amazônia...
http://www.yasaibiojoias.com

p.s.: yasai é açaí em tupi-guarani.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

À procura da frase perfeita

"Era fim de tarde quando acordei e acendi a luz. Eu me sentia melhor, menos cansado. Fui para a máquina e me sentei diante dela. Minha idéia era escrever uma frase, uma única frase perfeita. Se pudesse escrever uma frase boa, escreveria duas, e se pudesse escrever duas, escreveria três, e se pudesse escrever três, escreveria para sempre. Mas e se eu falhasse? E se eu tivesse perdido meu belo talento? (...) Tinha dezessete dólares na carteira. Dezessete dólares e o medo de escrever."

Arturo Bandini em "Sonhos de Bunker Hill" (John Fante, 1983)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Neste blog há cinco anos

Nasceu neste 12 de novembro de 2002 às 15h13min em Floripa o meninão Miguel Tuyama Veras da Silva. Veio com 3,780 kg, 50 centímetros, olhos puxados e uma vasta cabeleira negra. O parto foi natural, de cócoras, na maternidade do Hospital Universitário da UFSC. Mamãe Laura e o baby estão ótimos e não se largam. Papai Dauro, ainda emocionado com tudo, não pára de rir. Vim em casa só tomar um banhozinho e já volto pra passar a noite na maternidade. Fotos e mais novidades em breve.
~
Lembro que foi um dia lindo, daqueles de céu azul intenso sem uma nuvem, perfeito pra passar o dia na praia. Foi nesse dia que começou a segunda e melhor parte da minha vida. Feliz aniversário, filhão!

Os vencedores do Troféu Lamas

Rilise do Sindicato dos Jornalistas.

O fotógrafo Hermes Bezerra, do Diário Catarinense, conquistou o 1º lugar do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo, com a foto "Limite do Desespero", um flagrante de tentativa de suicídio capturado em Buenos Aires. Pela premiação, ele recebeu um equipamento fotográfico profissional, avaliado em R$ 3,5 mil. Em segundo lugar, ficou Rubens Flores, do Diário do Litoral (Itajaí), que ganhou uma viagem para a capital da Argentina, com a foto "Morador de Rua". E, em terceiro lugar, Júlio Cavalheiro, do Diário Catarinense, com "Treinamento do Figueirense para o goleiro Wilson - Copa Brasil 2007", que recebeu R$ 1.500,00. Obtiveram menção honrosa: Luis Prates, Flávio Neves e Marco Cezar. A premiação foi anunciada hoje (12/11), em cerimônia na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, onde as fotos vencedoras e as 20 melhores imagens selecionadas ficarão expostas até próximo dia 16/11. O Troféu Olívio Lamas foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e Associação Catarinense de Imprensa, com o apoio da Fenaj e patrocínio da Eletrosul.

domingo, 11 de novembro de 2007

Frases de cinema: felicidade

"Não há atalho para a felicidade".

De O julgamento do diabo (Shortcut to Hapiness), com Alec Baldwin e Anthony Hopkins. Escritor fracassado vende alma ao diabo em troca de sucesso. Depois de dez anos, chama um advogado para tentar anular o contrato. No júri, escritores famosos como Hemingway, Truman Capote e Oscar Wilde.

De carona na Caros Amigos

Nada como estar ao lado dos bons. Foi assim que entrei de "papagaio de pirata" na homenagem que a Caros Amigos publicou no editorial ao repórter João de Barros, a outra menção honrosa na categoria revista do Prêmio Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Ele ganhou com a matéria Dia de visita, sobre a odisséia semanal que mulheres e filhos de presos fazem para ir à Penitenciária de Presidente Venceslau.

Da esquerda para a direita, o presidente da Comissão Justiça e Paz Da Arquidiocese De São Paulo, Antonio Malheirios, o diretor do Teatro Sérgio Cardoso, Vicente Amato Filho, Dauro Veras e Eliane Brum, também premiados e João de Barros. foto: Sonia Melle/SJSP
p.s.: O detalhe prosaico da cerimônia é que o zíper das minhas calças tinha acabado de quebrar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Todo dia é especial

Cada dia é único. A partir dessa idéia, Fernando Luis Lara, brasileiro que vive e trabalha nos Estados Unidos, está desenvolvendo um interessante projeto de arte conceitual colaborativa: 365 special days. Ele se propõe a desenhar histórias enviadas pelas pessoas sobre um dia especial que elas viveram. Cada dia do calendário terá uma única história. A encomenda custa US$ 182,50 - valor correspondente à metade do número 365. Até o momento ele já vendeu dez desenhos. Quando preencher todo o calendário, terá recebido US$ 66.612,50.

O projeto é inspirado no onethousandpaintings.com, em que o artista suíço Sala (Marcel Salathé) pinta quadros exclusivos com um número entre 1 e 1.000, todos em telas de 12 x 12 polegadas. Cada obra tem seu preço máximo definido pela fórmula matemática "valor = 1.000 - número". De início as obras têm um desconto de 90%. A cada cem quadros vendidos o desconto é reduzido em 10%. Assim, quanto mais rápido você comprar seu número favorito, mais barato você paga.

Peguei aleatoriamente a imagem que ilustra este post. É a do dia 18 de outubro, quando um cara de Minesotta encontrou a garota que mudou a vida dele.

Não tenho intenção de fazer concorrência ao artista, mas se você quiser, pode contar aqui na caixa de comentários, gratuitamente, sobre um dia especial de sua vida. O meu? 12 de junho, quando comecei o namoro com a mãe dos nossos dois meninos.

Frases sobre patriotismo

Infográfico Folha de S. Paulo, 09.11.07
A propósito do recente anúncio de que o Brasil passa a ser um dos grandes do petróleo - bem na rabeira da notícia de que teremos a Copa de 2014 -, algumas frases sobre patriotismo compiladas por Millôr Fernandes e a conclusão dele (texto desencavado pelo meste Botelho e peneirado por este escriba):

"Tremo pela minha pátria quando me dizem que Deus é justo."
CURCIO ROMANNETI

(...)
"Não haverá um mundo de paz enquanto não se extirpar o patriotismo da raça humana."
BERNARD SHAW
(...)
"Não existem patriotas em filas do INPS."
LUIS FERNANDO VERISSIMO
(...)
"O patriotismo é o último refúgio do canalha."
DR. SAMUEL JOHNSON.
(...)

"A pátria é o primeiro refúgio do canalha."
MILLÔR FERNANDES.

CONCLUSÃO FINAL
O amor à nossa estremecida Pátria deve ser ensinado desde o berço, ou o garoto, assim que cresce um pouquinho, vai morar noutro país.
Infográfico: Folha de S. Paulo

Ainda não li, mas já gostei

Rilise do Sindicato dos Jornalistas de SC.

Celso Martins lança seu nono livro

O jornalista e historiador Celso Martins lança hoje (09/11), no município de Irani, o livro "O mato do tigre e o campo do gato, José Fabrício das Neves e o Combate de Irani". Amanhã, 10/11, o mesmo livro estará sendo lançado em Curitibanos, e no dia 12/11 será a vez de Concórdia.

O livro, com 128 páginas de textos e cerca de 110 fotografias antigas e atuais, "é uma homenagem a todos aqueles que um dia, por algum motivo, foram perseguidos e mortos – combatentes sociais apontados como bandidos e criminosos", ressalta Celso Martins.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Palhares, o sátiro trocadilhista

Tou rindo sozinho aqui. A piauí de novembro, na seção "tipos brasileiros", traz um perfil ótimo que me lembra as brincadeiras de adolescência com os amigos: Palhares, o sátiro trocadilhista. Funcionário público de reputação ilibada, que nunca falou um palavrão na vida, ele se deleita com a arte de inventar trocadilhos picantes, tipo:

"Sou um ótimo cozinheiro, Vossa Excelência. Se eu cozinho, todo mundo come".

"Minha amiga Paula é muambeira. O que você quiser, Paula traz".

"Você gosta de café na máquina ou acha que no coador é melhor?"

"Me ajuda a vender camisetas? Você vende quatro, eu te dou uma".

"Você chegou há pouco de fora?"

Anotação de leitura: Kasparov e a infância perdida

"The loss of my childhood was the price for becoming the youngest world champion in history", Kasparov once said. "When you have to fight everyday from a young age, your soul can be contamined. I lost my childhood. I never really had it. Today I have to be careful not to become cruel, because I became a soldier too early".
The Tsar's opponent. By David Remnick. The New Yorker, Oct. 1, 2007.

HQ na Barca dos Livros

O escritor e roteirista francês Benoît Peeters, especialista em histórias em quadrinhos, é o convidado pra um bate-papo na sexta-feira 9 às 20h na Biblioteca Barca dos Livros.

Ele vai falar sobre a evolução da bande dessiné - como é chamada a HQ na França - e sobre a obra do belga Hergé, pai do personagem Tintim. Peeters escreveu três livros sobre Hergé. A Barca fica na rua Senador Ivo Aquino, 103, em frente aos trapiches da Lagoa da Conceição.

Um programa legal pro domingo 11, com saídas às 15h, 16h e 17h: a Barca dos Livros vai promover três passeios de barco na Lagoa, com livros, leitura, contadores de história e música. O projeto da Barca é coordenado pela professora Tânia Piacentini - professora da UFSC, moradora do Canto dos Araçás -, e amparado pela Sociedade Amantes da Leitura.

A foto é do saite Overmundo e ilustra matéria de Demétrio Panarotto. Essa que aparece com xale vermelho é a amiga Gilka Girardello - contadora de histórias, jornalista, educadora e fada da floresta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Brunitezas no banheiro

Fui lavar as mãos e não tinha sabonete. Peguei um novo no armário da pia e, quando abri a embalagem de papel, vi um detalhe que certamente não veio de fábrica: marcas de dentinhos.

Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo

Em junho lamentei aqui a morte precoce do Olívio Lamas. Volto ao nome dele pra dar conta da homenagem criada pelo Sindicato dos Jornalistas de SC. Que legal: entre os finalistas do prêmio estão o amigo Caio Cezar, o ex-colega de O Estado, Marco Cezar (pai de Caio), e o ex-colega de Diário Catarinense, Júlio Cavalheiro. A nota do Sindicato:

Os fotógrafos Júlio Cavalheiro, Flávio Neves, Hermes Bezerra, Marco Cezar, Caio Cesar e Rubens Flores são os seis finalistas da 1ª edição do Troféu Olívio Lamas de Fotojornalismo. A seleção foi realizada no último 05/11, quando os 38 trabalhos inscritos foram avaliados. O nome dos três vencedores será anunciado na próxima 2ª -feira (12/11), em evento no hall da Assembléia Legislativa, em Florianópolis, a partir das 19h. Os prêmios são um equipamento fotográfico (1º lugar), um pacote turístico para duas pessoas para Buenos Aires (2º) e R$ 1,5 mil (3º). O Troféu Olívio Lamas foi organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e Associação Catarinense de Imprensa, com apoio da Fenaj e patrocínio da Eletrosul.

Execução no Campeche

Ontem às 22h40 fui com Miguel devolver um DVD. Por questão de dez minutos deixamos de presenciar o tiroteio na avenida Pequeno Príncipe, que aconteceu a menos de cem metros da locadora Première. O zunzum é que foi acerto de contas. Pela primeira vez precisei explicar ao meu filho o que é um homicídio.

Rapaz é executado e adolescentes feridos a bala na Capital

Ricardo Orlando Braz, 26 anos, foi morto e outros dois adolescentes feridos a bala na madrugada desta quarta-feira no bairro Campeche, no sul de Florianópolis.

Braz foi atingido por quatro tiros nas costas, em frente à Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes, na avenida Pequeno Príncipe.

De acordo com a polícia, dois rapazes teriam sido os atiradores. Um dos adolescentes foi ferido na coxa e no antebraço.

Os jovens foram conduzidos ao Hospital Governador Celso Ramos, no Centro, e não correm risco de morte.

ClicRBS

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Fontes para conteúdo Creative Commons

Um link pra guardar na caixa de ferramentas (dica de Rogério Mosimann): 25+ Sources For Creative Commons Content

Saiba aqui (em português) o que é Creative Commons.

Psiu!

Botelho manda essa da Folha de Londrina:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), segunda mais importante corte do judiciário brasileiro, investiga desde março se um servidor da área de comunicação atentou contra a ''urbanidade'' ao tentar chamar um ministro utilizando o malfadado ''psiu'' ao final de uma sessão de julgamentos. O jornalista nega ter empregado o termo e alega que tentou por várias vezes chamar a atenção do magistrado utilizando a expressão ''ministro''. Se for condenado, o servidor poderá ser advertido em sua ficha funcional.
Enquanto isso, nos arquivos do judiciário, a papelada se acumula.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A procuradora e as marinas

Cesar Valente publica em sua coluna-blog De Olho na Capital uma excelente entrevista com a procuradora da República Analúcia Hartmann sobre o uso das áreas costeiras na Ilha de Santa Catarina. Saiu em maio de 2006 na revista Pesca, Navegação e Lazer, mas mesmo depois da Operação Moeda Verde, continua bem atual. Trecho:

De que modo se pode construir marinas em Florianópolis?

O mesmo modo que se tem para construir marinas em qualquer lugar do mundo, que é o licenciamento ambiental e a autorização dos órgãos competentes. Na verdade, em Florianópolis, além do problema físico da ilha, de ter poucos locais abrigados, existe uma maneira de atuar pouco profissional por parte dos empreendedores do turismo. Normalmente, as marinas que são projetadas aqui, são projetadas prevendo graves danos ambientais. Ou então, quando os emprendedores descobrem que têm que fazer um estudo de impacto ambiental já desistem. Aí eles desistem e botam a culpa no ministério público, nos ecologistas, na chuva, no sol, em qualquer coisa. Mas é uma atitude muito pouco profissional.

Microchip na carteira de jornalista

Meu toque sobre a falta de usabilidade da carteira profissional de jornalista foi levado pelo Cesar Valente ao presidente da Fenaj, Sérgio Murillo, que respondeu o seguinte:

"Já mudou. O Dauro tá com modelo velho. Mas acho que temos que transformar a carteira em um cartão, com microchip e tudo. Estamos em estudos e aceito sugestões".
Valeu, Sérgio! Ótima idéia a do chip. Eu devia ter me informado melhor antes de fazer a crítica - mas pelos comentários que recebi, não era o único a desconhecer a novidade. As primeiras sugestões que me ocorrem são:
  • Versão duas em uma: fazer do novo documento também uma carteira internacional (com o verso em inglês/espanhol, talvez).
  • Aumentar o prazo de validade para cinco anos.
~
p.s.: Uma boa sugestão de Rodrigo Lóssio:
O tal microchip poderia contar com um certificado digital, que seria uma espécie de carteira de identidade digital. As eleições da FENAJ, por exemplo, poderiam ser online mediante sistema que permitisse a leitura do cartão.

E já há como aliar isso com o próprio CPF, usando o mesmo documento/cartão. É o e-CPF. Seria realmente vanguardista esta possibilidade.

Diários da América Latina

Silvia Pavesi e Eumano Silva, que estão mochilando há vários meses pela América Latina, chegaram ao Panamá. Segue trecho (sem edição) do relato que recebi dela sobre os últimos dias na Colômbia. Estavam num lugar sem estradas nem carne, mas com internet.
(...) Depois de uma semana em Puerto Obaldia, um pueblito de 600 pessoas na fronteira com a Colombia, tomamos, finalmente, o barco. Puerto Obaldia foi um pouco chato. È zona de fronteira e de segurança, entao, tinhamos que pedir licença pra policia até pra ir caminhar na praia, que nem é tao bonita assim. Nossa pousada era a unica da vila, bem fraquinha, mas pelo menos, tínhamos um teto. O banho era de cuia. Comemos apenas arroz com peixe frito todos os dias. Nao tem frutas, nao tem verduras, nao tem leite, nao tem carne no povoado. Ah, rolou um frango, um dia. E bananas verdes fritas, que è prato típico na colombia, venezuela, equador e panamá tb. Nao é saboroso, mas pelo menos alimenta e tem vitaminas. Mas no final, foi legal, curtimos.

Muitas histórias rolaram. Na pousada acabamos conhecendo outros " naufragos" como a gente. Um mariner americano que esta na reserva e se chama Rodrigo. Apesar de mariner, super gente boa. U/m colombiano que està pedindo asilo polìtico no Panamà e nao pode sair de Obaldia de jeito nenhum, outro colombiano novinho que tb està tentado sair da colombia e foi mandado embora no primeiro dia, antes de conseguir entrar em Obaldia ( nao ganhou visto), um nicaraguense-brasileiro que morou em itapema, um casal de artesaos franceses que esta viajando há mais de um ano e que dormiam na praia pq nao tinham dinheiro pra gastar com hospedagem, enfim...

Na ultima noite chegou carne no povoado, mandado pelo exército. compramos e fizemos um churrasco. Foi bem legal. Estava rolando uma festa da cidade em Obaldia que durou quatro dias. Foi por isso que o barco demorou a sair, pq a tripulaçao era de lá e nao queria zarpar antes da festa terminar. Por isso, todo dia a saìda era adiada atè que saìmos no sábado, exatamente uma semana depois de chegarmos neste lugar perdido, sem estradas, mas com internet. (...)

domingo, 4 de novembro de 2007

Dois momentos felizes

1. Graças ao Orkut, um amigo que não vejo há 17 anos me reencontrou no feriado. Roberto Carneiro dividiu apê comigo no fim dos 80 aqui em Floripa. Desde 93 vive em Portugal. Artista gráfico de talento, Betto trocou o papel pela pele humana. Faz tatuagens em terras lusitanas e também na Espanha e Reino Unido. Botamos o papo em dia pelo GTalk e ficamos de nos visitar. Será que faço uma tatuagem?

2. Comecei a praticar hatha yoga no centro comunitário perto de casa. Não foi nada pensado, foi mais uma decisão de impulso, como se eu resolvesse de repente: "vou ali na padaria". Meu sogro convidou pra uma aula de experiência, fui conferir e adorei. Depois de duas aulas, a reflexão que me ocorre é: como é que eu passei quarenta e um anos sem conhecer isso?!

sábado, 3 de novembro de 2007

As 23 ferramentas de trabalho que mais uso

1. Caneta. Indispensável. De preferência, escrita fina e macia. Azul ou preta. Tenho sempre várias de estepe - uma vez fiquei sem caneta no meio duma entrevista.

2. Bloco de notas (papel).
Prefiro os pequenos, com espiral e folhas destacáveis. Uso em qualquer lugar, até dentro de ônibus. Tenho fases de caderno grande com capa dura. Quase não uso gravador. Só pra ping-pongs e com políticos.

3. Bloco de notas (software).
Pra rascunhos e pra limpar lixo de código antes de publicar na internet. A simplicidade e eficiência do texto puro, sem formatação, são uma beleza.

4. MS Word. Os clientes adotam, eu também. O contador de caracteres ajuda a calcular os honorários. Me divirto mudando as fontes, o corpo e o alinhamento. Ainda uso a versão 2003. A 2007 mudou os botões de lugar.

5. Gmail. Melhor ferramenta de e-mail que conheço. Uso também pra fazer becapes de textos em andamento. Tenho outros dois endereços de e-mail (acesso pelo ótimo Thunderbird), mas se quer resposta rápida, me escreva pra este.

6. Google. Oráculo do cotidiano. Excelente ponto de partida pra pesquisas. O grande risco é se acomodar e achar que tudo está nele. Às vezes o substituo por ferramentas específicas, como...

7. Creative Commons Search. Faz busca de imagens liberadas pela licença CC. Uma mão na roda pra ilustrar matérias e brincar de mashups com as fotos que têm autorização pra isso.

8. Google Reader. Grande ferramenta de produtividade! Os leitores de RSS são bom exemplo de tecnologia que realmente faz ganhar tempo. O tempo ganho, sempre que posso, redireciono pro ócio.

9. MSN e GTalk. Uso todo dia pra teclar com colegas de trabalho, clientes, amigos e família. Oferecem grande risco de dispersão, mas sua utilidade compensa. Um botão importante: "Ocupado".

10. Skype. Me aproximou das pessoas e aliviou as despesas. Adoro usar pra ligações internacionais, às vezes com a webcam - é como um banho de cachoeira sem a preocupação de fechar a torneira.

11. Houaiss Online. Sou viciado em dicionário. Nos tempos de revisor apostava cerveja com amigos sobre o significado de palavras. Pena que seja só pra assinante do UOL. Seria ótimo o acesso livre.

12. Dictionary.com. Bom dicionário e tesauro inglês-inglês. Também uso o Merriam-Webster. E o Google: basta escrever (sem as aspas) "define:palavra"

13. Wikipedia. Outro oráculo que quebra um galhão. Mas como qualquer enciclopédia, tem que consultar com o desconfiômetro ligado. Uso as versões em português, espanhol e inglês, conforme o tema.

14. Delicious. Este bookmark online colaborativo é minha "memória de navegação" sobre o que encontro de relevante na web. E uma evidência cotidiana do valor da inteligência coletiva.

15. Google Desktop. Perfeito pra desorganizados como eu. É praticamente impossível não localizar um documento no micro. Não é raro eu reencontrar coisas que nem lembrava que existiam.

16. Oanda. Conversor de moedas versátil, fácil e prático de usar. Tá na web e é free.

17. Photoshop. Um dos softwares que acho mais bacanas. Eu não uso nem 10% do que ele permite fazer na manipulação de imagens.

18. Google Documentos e Planilhas. Genial recurso da web 2.0. Tenho usado pra publicar textos na web, compartilhar a edição de arquivos com colegas e até verificar a evolução da conta de luz com gráficos de barra.

19. Calculadora. A do micro não é muito prática, mas termino usando porque nunca encontro a maquininha por perto.

20. Celular. Não sou grande fã de telefones, mas hoje é quase impossível passar sem eles, né? Uso as funções básicas: falar, agenda de contatos, mensagens rápidas, despertador (o meu tem som de galo cantando).

21. Post-it. Já tentei os post-its digitais no desktop, mas não me acostumei. Prefiro os bons e velhos pedaços de papel amarelo vivo pregados ao meu redor, me pressionando a "limpar a pauta".

22. Google Maps / Google Earth. Uso mais pra me divertir, mas às vezes são uma ótima maneira de ilustrar textos que têm a ver com referência geográfica. O GE é o programa que eu gostaria de ter inventado.

23. Firefox. O melhor navegador, sem dúvida. Quando a gente aprende a baixar e usar as extensões que dão novas funcionalidades a ele, não quer mais saber de outra coisa.

Se você quiser compartilhar suas ferramentas, fique à vontade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Tá difícil...

A dica é do Rafael Ziggy, meu comparsa no +D1: o blog Tá difícil... aborda problemas de usabilidade que os consumidores encontram no dia-a-dia com produtos e serviços que adquirem - ou tentam adquirir e desistem. É o caso das lojas de telefone celular, que NÃO atendem por telefone; de uma proposta de aplicação conservadora do Unibanco, em que as letrinhas miúdas advertem para o risco de perda de todo o investimento; do processo kafkiano de renovar o CPF; do furinho malfeito no suco Kapo, difícil de encontrar e que geralmente deixa derramar metade do conteúdo...

Acrescento uma pequena contribuição, entre tantas com que me deparo todo dia: na carteira de identidade da Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas - o texto que explica o conteúdo do campo superior fica praticamente dentro do campo inferior. A indução a erro é inevitável. Dezenas de vezes já confundiram o número da identidade com o da carteira profissional, a data de nascimento com a de emissão da carteira etc. Sempre que a mostro, sou obrigado a dizer: "Esse aí não é meu nome, é o do meu pai". Na mais recente confusão, a secretária de um consultório de oftalmologia chegou a fazer piadinha sobre a inteligência do designer do documento. Colegas da Fenaj, que tal uma renovada na capacidade de comunicação da nossa carteira?

(clique na imagem pra ver ampliada)